Mais de 470 empresas fecharam no Amazonas em janeiro deste ano

No Amazonas, centenas de empresas fecham devido a críse

 

No Amazonas, centenas de empresas fecham devido a críse
No Amazonas, centenas de empresas fecham devido a críse

Amazonas – A crise econômica que assola o país, chegou com força toral no Amazonas e vem provocando o fechamento de centenas enas de empresas  nos mais diferentess ramos no Estado. O mês de janeiro, período da última atualização da Junta Comercial do Estado do Amazonas (Jucea), registrou a extinção de 476 empreendimentos no Estado.

O fator principal para estes números continua sendo a atual situação econômica do País que afeta principalmente o comércio. Como alento, os mesmos indicadores mostram que houve 348 novas empresas constituídas, um número que a entidade considera como uma boa média.

Segundo o presidente da entidade, Carlos Souza, o principal setor afetado pela crise ainda é o comércio, principalmente o varejista. “Há uma queda no poder de compras que ocasiona o fechamento de lojas. Assim, temos mais pessoas desempregadas e menos movimentação econômica, o que faz com que o esforço do empresário em manter algo funcionando, seja também diminuído”, conta Souza.

A afirmação coincide com dados de 2015 para o setor, quando as baixas vendas do comércio varejista provocaram o fechamento de 237 lojas no Amazonas. De acordo com os registros da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo), todos os segmentos do varejo apresentaram queda nas vendas, principalmente de negócios que mais dependem das condições de crédito.

Lojas de materiais de construção tiveram retração de -18,3%, seguidos pelos segmentos de informática e comunicação (-16,6%), e móveis e eletrodomésticos (-15%). No total, 2.998 empresas de vários segmentos deram baixa junto a Jucea.

Boas perspectivas

Ainda computando dados para os primeiros meses do ano, Souza vê boas perspectivas para 2016. “As 348 empresas constituídas em janeiro podem ser um termômetro para o restante do ano. Quando se pensa nos primeiros meses como de instabilidade e baixa movimentação, ter esse número é animador”, ressalta.

Das empresas constituídas no período, 218 eram da categoria ‘empresário’, 97 como ‘limitadas’, 29 ‘Eireli’ (Empresa Individual de Responsabilidade Limitada), três ‘cooperativas’ e uma na categoria ‘outras’ (incluindo consórcio).

Segundo dados da Jucea, janeiro de 2015 teve 443 empresas constituídas e segundo Souza, mesmo com números mais baixos até agora, ainda se pode virar o jogo. “Acreditamos em um ano melhor que o de 2015. Com mais empresas constituídas e  mais arrecadação. Esperamos por uma reação do comércio e da indústria em geral e as previsões parecem ser boas e é possível que em março tenhamos um número superior às 584 novas empresas computadas no mesmo período do ano passado”, afirma.

Velocidade aos processos

Há quase um ano frente à entidade, o presidente da Jucea, Carlos Souza acredita nos avanços causados pela desburocratização. “Aos 124 anos de atuação, a Junta encontrava-se em estado de anacronismo. Até que em outubro passado implantamos a Jucea Digital que garantiu mais velocidade e menos burocracia nos processos de abertura e a regularização de negócios no Amazonas. Infelizmente o panorama econômico não tem sido favorável”, explica.

O lançamento da ‘Jucea Digital’ em outubro passado formalizou a total integração da Junta à Resesim (Rede Nacional para a Simplificação do Registro e da Legalização de Empresas e Negócios), entidade que reúne órgãos responsáveis pelo registro e legalização de empresas, permitindo a realização de todo o processo por meio de entrada única de dados na internet. “Temos todos os 62 municípios amazonenses integrados e a isto se deve o engajamento de várias secretarias de Estado e de mais pessoal capacitado”, disse Souza.

Com a integração à Redesim, o registro de empresas no Amazonas, que levava de 20 a 30 dias para ser concluído, passou a ser finalizado em apenas um dia, explicou o presidente Carlos Souza. “Antes, o contribuinte chegava na Jucea portando de seis a doze documentos de papel e para dar entrada numa empresa, às vezes era preciso voltar várias vezes. Hoje, com o sistema digitalizado, o empresário realiza todo o processo pelo computador e traz apenas um documento que se chama folha única”, conclui.

Ammazonianarede-Jornal do Commercio

 

 

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