Ipaam intensifica fiscalizações e supera meta mensal

Ipaam intensifica fiscalizações e supera meta mensal

 Ipaam intensifica fiscalizações e supera meta mensal

Desde abril deste ano, o Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam) vem superando sua meta mensal de fiscalizações, que é de 100 por mês, tendo chegado a 174 fiscalizações em julho e a 82 em agosto, em todo o Estado, inclusive Manaus, referentes às diversas modalidades de ilícitos ambientais. Em 2012, o Ipaam acumula 268 autos de infração aplicados.

 

Um exemplo da intensificação das fiscalizações foi a realização da operação Cairina, que contou com a parceria da Polícia Militar e que resultou em multas que somam mais de R$ 600 mil. A ação foi realizada entre os dias 4 e 11 de setembro na Reserva de Desenvolvimento Sustentável (RDS) Piagaçu-Purus, localizada entre os municípios de Beruri e Tapauá (AM), por crimes contra a fauna. Os fiscais aprenderam mantas de pirarucus e quelônios.

A operação recebeu o nome de Cairina porque foi organizada com o objetivo principal de combater a caça ao pato-do-mato, cientificamente denominado Cairina moschata, no lago Ayapuá, que corta a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Piagaçu-Purus, distante 24 horas de barco de Manaus, no baixo Purus.

Segundo um dos fiscais, a missão de fiscalização não encontrou nenhum caso de caça ilegal ao pato do mato, mas flagrou quantidades de pescados e quelônios sendo capturados e/ou transportados ilegalmente.

De proprietários diferentes, seis barcos foram abordados na Boca do Paricatuba, no entorno da RDS. Os proprietários foram multados por transporte e caça ilegais. As multas somaram R$ 676.360,00, correspondendo a cinco autos de infração, porque para um dos barcos não foi possível efetivar a multa.

Foram apreendidos 574 quilos de pescado ilegal, sendo 568 quilos de pirarucu fresco e 6 quilos de pirarucu seco, que foram doados a comunidades locais. Além do pescado, foram apreendidos 97 quelônios, sendo 15 tartarugas (Podocnemis expansa), 38 tracajás (Podocnemis unifilis) e 44 iaçás (Podocnemis sextuberculata).

Os quelônios foram libertados em local seguro e adequado, com exceção de quatro que já foram encontrados mortos na rede abandonada pelos infratores, e por este motivo foram enterrados. O material retido pelos fiscais resultaram na emissão de 11 Termos de Apreensão. (Por:Agecom)

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