Inflação medida pelo IPC-S registra queda em julho, informa FGV

O grupo Vestuário foi o que mais colaborou para a queda da inflação, com recuo de -0,54% para -1,13% na passagem da terceira para a quarta semana do mês de julho.

A inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) ficou em -0,17% no encerramento do mês de julho ante alta de 0,35% na última leitura de junho, informou a Fundação Getulio Vargas (FGV), nesta quinta-feira, 1. O indicador acumula alta de 3,12% no ano e de 5,80% em 12 meses. O IPC-S de julho ficou dentro do intervalo das estimativas apuradas pelo AE Projeções, que iam de um recuo de 0,23% a 0,07%, mas a queda foi maior do que a mediana projetada, de -0,14%. Na terceira quadrissemana de julho, o IPC-S apresentou queda de 0,11%.

Das oito classes de despesas analisadas, seis registraram decréscimo em suas taxas de variação de preços na passagem da terceira para a quarta quadrissemana de julho: Vestuário (de -0,54% para -1,13%), Alimentação (de -0,42% para -0,49%), Habitação (de 0,36% para 0,27%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,23% para 0,16%), Comunicação (de 0,12% para 0,05%) e Despesas Diversas (de 0,29% para 0,28%). No sentido contrário, mostraram acréscimo os grupos Transportes (de -0,80% para -0,70%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,35% para 0,38%).

O grupo Vestuário foi o que mais contribuiu para o recuo do Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) na passagem da terceira para a última leitura de julho. No período, o IPC-S passou de -0,11% para -0,17%. Na mesma base de comparação, o grupo Vestuário recuou de -0,54% para -1,13%. Nessa classe de despesa, a FGV destacou o comportamento do item roupas, cuja taxa passou de -0,61% para -1,48%.

Outros cinco grupos registraram queda da terceira para a última leitura do mês: Alimentação (de -0,42% para -0,49%), Habitação (de 0,36% para 0,27%), Educação, Leitura e Recreação (de 0,23% para 0,16%), Comunicação (de 0,12% para 0,05%) e Despesas Diversas (de 0,29% para 0,28%).

Para cada uma dessas classes de despesa, a FGV destacou o comportamento dos itens hortaliças e legumes (de -10,80% para -12,95%), tarifa de eletricidade residencial (de -0,40% para -0,72%), passagem aérea (de -2,30% para -9,97%), pacotes de telefonia fixa e internet (de -0,23% para -0,39%) e clínica veterinária (de 0,38% para 0,00%).

Dois grupos apresentam acréscimo em suas taxas de variação: Transportes (de -0,80% para -0,70%) e Saúde e Cuidados Pessoais (de 0,35% para 0,38%), com destaque para os itens tarifa de ônibus urbano (de -3,07% para -2,66%) e artigos de higiene e cuidado pessoal (de 0,21% para 0,41%).

Os itens com as maiores influências negativas na passagem da terceira para a última leitura de julho foram tomate (de -31,66% para -37,06%), tarifa de ônibus urbano (de -3,07% para -2,66%), mamão papaia (de -26,01% para -25,35%), cebola (de -6,65% para -15,70%) e passagem aérea (de -2,30% para -9,97%).

Já os cinco itens com as maiores influências positivas foram leite tipo longa vida (de 5,72% para 6,16%), refeições em bares e restaurantes (de 0,74% para 0,59%), aluguel residencial (de 0,67% para 0,70%), plano e seguro de saúde (repetiu a taxa de 0,62%) e mão de obra para reparos em residência (de 0,49% para 0,89%).

(Agência Estado)

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