Indústria de concentrados de frutas do PIM busca apoio técnico do Governo para expandir

Empresa do PIM que trabalha com frutas regionais, quer apoio do Governo para expandir os negócios
Empresa do PIM que trabalha com frutas regionais, quer apoio do Governo para expandir os negócios
Empresa do PIM que trabalha com frutas regionais, quer apoio do Governo para expandir os negócios

Amazonas – Com investimentos de R$ 37 milhões na fruticultura, o Governo do Amazonas está reforçando cadeias produtivas de frutas regionais e o apoio às agroindústrias locais com a meta de impulsionar o desenvolvimento da atividade econômica no interior. Ponto de destaque do Plano Safra 2015-2016, as medidas terão papel importante no projeto de expansão da Wild+Amazon Flavors, indústria de concentrados do Polo Industrial de Manaus (PIM) especializada no uso de matérias-primas da região.

Nesta quinta-feira, 17 de setembro, o governador José Melo recebeu a nova diretoria da empresa para conhecer as propostas de diversificação do portfólio com base em frutas amazônicas. Durante a reunião, realizada na sede do governo do Estado, na zona oeste de Manaus, o governador José Melo conheceu os principais produtos.

A linha é composta por mais de 400 fórmulas, como os concentrados de refrigerantes e sucos, comercializadas para o mercado brasileiro. O encontro teve a presença do presidente da corporação, Cláudio Bruehmueller, e do diretor no Brasil, Thomas Spengler.

Exportação

Operando há uma década em Manaus, a multinacional está iniciando seu programa de expansão comercial no Brasil com atenção especial para a atuação no Amazonas. Entre as maiores produtoras de concentrados, ingredientes e corantes feitos com frutas e outras matérias-primas da região, como o açaí e o guaraná, a empresa busca outras frutas com potencial de mercado. Uma das alternativas em estudo é o camu-camu. Em outra ponta, a meta é aumentar a fabricação de guaraná visando as exportações.

“Agora a empresa é parte de um grupo internacional muito grande, o ADM, e estamos fortalecendo nossos negócios aqui na América do Sul, especialmente no Brasil. Já temos a planta em Manaus e aqui vamos fazer inversões para exportação no negócio, aumentar a capacidade de produção e as instalações”, disse a vice-presidente de negócios estratégicos para a América Latina e Ásia, Fabiana Bianchi.

Produtores e agroindústrias do interior devem ocupar posição estratégica nesse processo, uma vez que serão os fornecedores da matéria-prima. As opções de produção de frutas ainda não foram definidas pela empresa.

Segundo o secretário-executivo da Secretaria de Produção Rural e Sustentabilidade (Sepror), Valdenor Cardoso, a fruticultura é uma das prioridades do Governo para o setor primário e o trabalho de organização das cadeias produtivas já está em andamento.

 “No contexto do nosso planejamento, temos o eixo da fruticultura com uma meta de mil hectares e vários apoios como mecanização e correção de solo. Além disso, o Estado vem organizando a cadeia produtiva de agroindústrias em um programa específico, cadastrando, ajustando e qualificando a mão-de-obra para dar qualidade de produtos e que a empresa possa produzir agregando valor”, frisou.

A expectativa do Governo Estadual é repetir a experiência adotada para apoiar o projeto de desenvolvimento da bebida de Açaí com Banana da Coca-Cola, ajudando a organizar a cadeia produtiva e habilitar as indústrias regionais.

 Com o Plano Safra, o pacote de investimentos para o setor primário é de R$ 362 milhões, atendendo cerca de oito mil produtores em várias frentes, do assessoramento e extensão rural ao fomento. A fruticultura é umas das áreas de destaque para o governador José Melo. Abacaxi, Açaí, Banana, Laranja, Mamão e Maracujá são as principais frutas que terão a cadeia fomentada pela Sepror buscando atingir a meta de produção de 20 mil toneladas de frutas no Estado. Para isso, será injetado na Fruticultura o valor de R$ 37 milhões.

O cultivo de guaraná e cacau, principais expoentes do segmento de culturas industriais, receberá R$ 12 milhões. Já a produção de hortaliças, que deverá ter 400 hectares mecanizados, terá a destinação de R$  4,7 milhões.

Amazonianarede

 

 

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