Fifa faz balanço da Copa da Rússia,  se aproxima de jogadores e deixa dúvida sobre  2022

Gianni |Fantini, presidente da Fifa

Entidade ainda não sabe dizer se próximo Mundial terá 32 ou 48 seleções

Internacional – Gianni Infantino declarou que a Copa do Mundo da Reussia foi “a melhor de todos os tempos”. Natural, afinal foi a primeira dele como presidente da Fifa. Esta também foi a primeira Copa desde 1978 semJoão Havelange ou Joseph Blatter no comando, a primeira desde que uma investigação conduzida por autoridades americanas derrubou toda a cúpula da “velha Fifa” e abriu caminho para a chegada de Infantino ao poder.

Mas a primeira Copa da “nova Fifa” não foi muito diferente das anteriores. Na verdade, foi até mais fechada. A Fifa aboliu suas entrevistas coletivas diárias – comuns em todas as Copas antes desta – e portanto se livrou do incômodo de ter que responder a perguntas todos os dias.

A entidade se pronunciava por meio de seu site oficial e só respondia aos pedidos de informação quando julgava convenientes. A regra foi evitar todas as polêmicas, especialmente na Rússia, um país com relações tão tensas com as potências ocidentais.

O episódio em que a CBF reclamou da atuação da arbitragem no jogo entre Brasil e Suíça é ilustrativo. No dia seguinte ao jogo, dirigentes da cúpula da entidade falaram de maneira informal, com os gravadores desligados, a três veículos de comunicação do Brasil – entre eles o GloboEsporte.com. Em resumo, defenderam a atuação do árbitro mexicano Cesar Ramos e deixaram claro que não havia motivos para a CBF se queixar.

No dia seguinte, a Fifa enviou uma carta para a CBF na qual citou “relatos incorretos da mídia” e disse que “não fornece comentários não oficiais sobre as decisões dos árbitros”. Os “relatos incorretos” nunca foram contestados pela Fifa.

Duas semanas depois, quando os chefes do comitê de arbitragem deram uma entrevista coletiva sobre o assunto, os lances do jogo entre Brasil e Suíça foram exibidos como exemplos de acertos dos árbitros – exatamente o que os “relatos incorretos da mídia” haviam publicado.

A Copa do Mundo de 2018 também consolidou o processo de aproximação dos torneios da Fifa com a maneira como os esportes americanos organizam seus eventos. Os jogos de Copa agora têm uma contagem regressiva no telão antes do pontapé inicial, o sistema de som dos estádios toca músicas a cada gol marcado a cada intervalo – nem na prorrogação há silêncio.

Na Rússia, Infantino intensificou uma de suas marcas desde que assumiu o comando da Fifa: a proximidade com ex-jogadores famosos, chamados na entidade de “legends”. Antes de cada jogo da primeira fase, um ex-jogador famoso de cada país envolvido pronunciava umas palavras na beira do campo.

Vários deles estiveram nos camarotes dos 12 estádios usados durante o Mundia russo. Ninguém foi mais barulhento do que Diego Maradona, obrigado a se desculpar por fumar em local proibido e por ter chamado de “roub” a arbitragem do jogo em que a Inglaterra eliminou a Colômbia.

A Copa de 2018 termina com muitas dúvidas sobre como será 2022. A Copa do Mundo do Catar está marcada para novembro de 2022, uma maneira de evitar o calor do Oriente Médio durante o verão.

Os campeonatos terão que ser interrompidos na Europa, o calendário do futebol sul-americano até lá é um mistério. E nem o próprio presidente da Fifa sabe dizer se o próximo Mundial terá 32 ou 48 seleções.

– É algo que vamos conversar em breve com o Catar – disse Infantino na última sexta-feira.

Ainda que o formato atual seja mantido, é correto dizer que a edição da Rússia foi a última Copa do Mundo tal qual nós a conhecíamos.

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