Exploração de reservas de silvinita aguarda licença ambiental

O Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Mineração, Geodiversidade e Recursos Hídricos (Semgrh), confirmou nesta quinta-feira, 8 de agosto, o início das atividades de pesquisa mineral da segunda empresa interessada em explorar as reservas de potássio existentes no Estado, a Potássio Ocidental, que tem sede em Belo Horizonte (MG).

A companhia é subsidiária da Pacific Potash, empresa canadense listada nas Bolsas de Valores de Toronto (Canadá) e Frankfurt (Alemanha).

O secretário estadual de Mineração, Daniel Nava, informou que a empresa Potássio Ocidental já está autorizada pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM) para iniciar os trabalhos de pesquisa mineral numa área de 795 mil hectares, localizada entre os municípios de Itacoatiara, Urucurituba, Maués, Parintins e Barreirinha.

Daniel Nava disse que, de acordo com o projeto apresentado pela empresa ao Governo do Estado, os investimentos iniciais em 2013 são da ordem de U$ 5 milhões e serão destinados à execução dos primeiros dois furos de sondagem que devem ocorrer em região localizada entre os limites dos municípios de Urucurituba e Itacoatiara.

“De acordo com o presidente da empresa Potássio Ocidental, André Costa, os dados geofísicos existentes já tratados e que delimitam as áreas a serem sondadas, indicam fatores otimistas quanto aos resultados destes primeiros furos.

A expectativa da empresa é que sejam atingidos novos depósitos dos sais de potássio, fator que estimulará a ampliação dos investimentos”, afirma o secretário de Mineração do Amazonas.

Segundo Daniel Nava, no cronograma apresentado à Semgrh, a Potássio Ocidental propõe iniciar os trabalhos de sondagem ainda no mês de setembro, tão logo as licenças ambientais sejam emitidas pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam).

O secretário da Semgrh destacou que as atividades da Potássio Ocidental podem confirmar o potencial mineral do Amazonas. “Estes novos investimentos corroboram com o potencial que o nosso estado apresenta na produção deste estratégico insumo agromineral, onde o Brasil é altamente dependente, pois importa mais de 93% de suas demandas na indústria de fertilizantes”.

Potássio do Brasil – a pioneira

A empresa Potássio Brasil, também canadense, já realiza pesquisas desde 2010, desde 2009, nos municípios de Autazes e Itapiranga. As pesquisas estão mais avançadas na região de Autazes, onde as reservas geológicas de minério, com teores superiores a 30% de Cloreto de Potássio (KCl), já são suficientes para uma produção mínima de dois milhões de toneladas de KCl por ano, durante pelo menos 25 anos.

As pesquisas da empresa prosseguem a todo vapor na região com oito sondas operando nas regiões de Autazes, Itacoatiara e Itapiranga.

Desde o inicio das pesquisas no projeto e inicio dos trabalhos de campo em 2009, a Potássio do Brasil já investiu aproximadamente R$ 110 milhões, tendo executado mais de 30 mil metros de sondagens com 34 furos concluídos até o momento.

(Foto: Internet)

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