Experiência escolar serve de exemplo para comunidade em Itacoatiara

Amazonianarede – Ascom do PCE

Itacoatiara – A busca por uma vida longa parte de uma alimentação saudável, rica em carboidratos e vitaminas. Hoje, segundo os especialistas, uma boa parte da população ainda se alimenta muito mal, o que a longo prazo traz complicações à saúde. Pensando nisso, os jovens cientistas da Escola Estadual Dom Paulo McHugh, do município de Itacoatiara (AM) montaram uma horta para ajudar a enriquecer a merenda escolar e também para servir como uma atividade interdisciplinar voltada a ajudar a comunidade escolar.

Com a mão literalmente na terra, o estudo ‘A contribuição da horta como instrumento interdisciplinar no Ensino Fundamental’ foi executado, por seis jovens cientistas, no âmbito do Programa Ciência na Escola (PCE), financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (FAPEAM), com a parceria da Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e Secretaria Municipal de Educação (Semed).

Durante seis meses, os jovens cientistas se reuniam para cuidar da horta três vezes por semana, com o objetivo de desenvolver a questão ambiental, a manutenção das hortaliças e também inserir verduras e legumes da horta na merenda escolar fornecida pela escola a todos os alunos.

Os procedimentos utilizados para a horta ser formada partiram do levantamento bibliográfico sobre os conteúdos sobre como cultivar legumes e hortaliças e sobre a importância no ambiente escolar de iniciativas como essa.

Foram feitas ainda visitas a outras áreas de cultivo já existentes no município para melhor compreensão dos bolsistas sobre a compras dos materiais e a organização dos canteiros.

De acordo com a professora e coordenadora do projeto, Maria Eunice Silva, as metas estabelecidas no início da pesquisa foram alcançadas. “A atuação dos bolsistas foi fundamental para as práticas na pesquisa. Eles se desenvolveram e passaram a se interessar mais pela escola, o que fez com que o desempenho escolar desses estudantes melhorasse”, afirmou.

Entre outros benefícios, a professora cita que os alunos passaram a aceitar e a preservar mais o ambiente natural criado por eles e a escola passou a oferecer uma merenda escolar mais nutritiva.

Na área educacional, os alunos passaram a pesquisar mais sobre os alimentos que a horta pode oferecer e a comunidade passou a se integrar mais com a escola, pois os estudantes mostraram aos cidadãos como o projeto pode ajudar a melhorar a qualidade de vida na implantação de hortaliças dentro de suas casas.

“Nessa visão o projeto se tornou uma peça-chave na escola, pois ele ajudou a minimizar essa deficiência de nutrientes na alimentação dos alunos e da comunidade escolar, possibilitando recursos didáticos aos educadores para que explorem pedagogicamente essas experiências em suas respectivas áreas curriculares, conscientizando também sobre a educação ambiental”, destacou Silva.

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