Empresas aumentam o faturamento e se fixam no mercado após período em incubadoras

(Foto: Internet)

Um levantamento realizado pelo Governo do Estado, por meio da Secretaria de Ciência e Tecnologia (Secti-AM), constatou que, no Amazonas, mais da metade das empresas que passam por incubadoras permanecem no mercado e, após o período de incubação, têm aumento em seus faturamentos anuais.

A análise envolveu sete incubadoras que atuam no Estado e que possuem 55 empresas incubadas. Os serviços prestados pelas incubadoras vão de orientação empresarial a consultoria de marketing.

O estudo, “Caracterização das Incubadoras de Empresas do Estado do Amazonas”, identificou ainda que o valor médio mensal pago pelas empresas para utilizar os serviços está entre R$ 201 e R$ 300 para 43% das incubadoras. Outros 43% pagam valores acima de R$ 300 e 14% pagam de R$ 101 a R$ 200.

Uma incubadora de empresas dá apoio para acelerar o desenvolvimento de um novo empreendimento, até mesmo embrionário ou ainda em fase de constituição, mas que conta com projeto promissor, ligado à pesquisa, investigação e desenvolvimento de ideias inovadoras. Essas empresas novas, embrionárias ou em fase de constituições, são chamadas de startups.

A diversificação dos serviços oferecidos pelas incubadoras e a infraestrutura disponibilizadas são responsáveis pela variação do valor pago pelas empresas incubadas. Orientação empresarial, sala de reunião, apoio à cooperação com instituições de pesquisa, o apoio à propriedade intelectual, laboratórios especializados, consultoria financeira, entre outros, são os serviços oferecidos pelas incubadoras.

Atuação – As principais áreas de atuação das incubadoras Amazonenses são alimentos (16%), software/informática (13%), química (13%), internet (10%), eletroeletrônica (8%), mecânica (8%) e telecomunicações (8%). Para 71% das incubadoras amazonenses, os custos operacionais anuais estão abaixo dos R$ 300 mil.

Das sete incubadoras, seis (85%) possuem vínculo formal com universidades ou centros de pesquisa e apenas uma incubadora informou que possuía apenas vínculo informal. As instituições que mais possuem vínculos formais com as incubadoras são a Universidade Federal do Amazonas (Ufam), o Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) e a Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucapi).

Desde 1999, ano de criação da primeira incubadora no Amazonas, foram mais de cem empresas atendidas entre incubadas, graduadas e associadas. O prazo máximo para incubação está entre três e quatro anos para a maioria dos empreendimentos. Das empresas graduadas, 61% permanecem no mercado após a saída das incubadoras.

O estudo aponta ainda que as incubadoras amazonenses possuem um importante papel para o desenvolvimento organizacional das empresas locais ao oferecer uma diversidade de serviços em relação às áreas de atuação, à infraestrutura e ao suporte, promovendo a aproximação das empresas com as universidades e instituições, gerando empregos formais e aumentando o faturamento das incubadas.

As métricas utilizadas na pesquisa relacionam-se com os estudos apresentados pela Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec) que avalia as características das incubadoras no Brasil, cujos dados permitem futuras comparações com resultados nacionais e internacionais.

Confira AQUI o estudo das incubadoras.

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