Embrapa participa do ZEE do cerrado amapaense

O Zoneamento Ecológico-Econômico (ZEE) do cerrado do Amapá é uma das reivindicações do setor produtivo para viabilizar, por exemplo, a sustentabilidade da agricultura de escala comercial no estado.

Este trabalho já foi iniciado e suas atividades foram apresentadas, na última quarta-feira, 7, com o “Projeto TerraClass: Mapeamento do uso das terra das áreas desflorestadas na Amazônia Legal Brasileira” e o “Projeto de Uniformização dos Zoneamentos da Amazônia”, feitas pelo pesquisador Adriano Venturieri, da Embrapa Amazônia Oriental (Pará).

Venturieri, líder dos projetos, esteve em Macapá (AP) especialmente para compartilhar experiências com o Grupo de Trabalho (GT) encarregado das ações de planejamento e execução do ZEE do cerrado amapaense. Participaram da palestra diversos membros do GT, produtores vinculados à Cooperativa de Agricultores do Cerrado Amapaense e equipes técnicas da Embrapa.

O Projeto TerraClass tem como objetivo qualificar o desflorestamento da Amazônia legal, tendo por base as áreas desflorestadas mapeadas e publicadas pelo Projeto Prodes (Monitoramento da Floresta Amazônica Brasileira por Satélite) e imagens de satélite. O projeto apresenta os resultados do mapeamento do uso e cobertura da terra na Amazônia Legal para todas as áreas desflorestadas mapeadas pelo Prodes até o ano de 2010.

De acordo com Adriano Venturieri, o Projeto TerraClass é resultado da integração de esforços entre o Ministério da Agricultura / Embrapa, Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação e Ministério do Meio Ambiente, que em 2008 perceberam a imensa importância, e a viabilidade, de se executar o mapeamento do uso e cobertura da terra na Amazônia Legal. “Este projeto foi viabilizado em função da existência de dados oficiais de desflorestamento da Amazônia, desde 1988. Dados gerados pelo Prodes, executado pelo INPE, com o intuito de produzir uma estimativa da taxa anual de desflorestamento”, acrescentou Venturieri aos participantes da palestra realizada no auditório da Embrapa Amapá.

O mapeamento do TerraClass gerou dados inéditos que qualificam os desflorestamentos na Amazônia Legal em 11 classes de estudos, com destaque para pastagem, agricultura e vegetação secundária, também chamada de capoeira. Na sua apresentação, Adriano Venturieri ressaltou que “o Projeto TerraClass é mais um exemplo do quanto se pode construir quando trabalhamos em arranjos interinstitucionais e interministeriais, buscando convergência, complementação de esforços e alinhamento de propósitos em torno de agendas de grande importância para o País”. Com os atuais resultados é possível fazer uma avaliação da dinâmica do uso e ocupação das áreas desflorestadas, possibilitando a comparação entre o mapeamento TerraClass 2008 e o TerraClass 2010. O mapeamento das áreas desflorestadas com base no biênio 2011-2012 já está sendo feito e deve ter os dados divulgados até o final de 2013.

Nesse contexto de pesquisas voltadas para análise do desflorestamento, a Embrapa contribui com o ZEE do cerrado amapaense, que é um estudo que vai definir a vocação econômica das áreas disponíveis e, portanto, servirá de instrumento para direcionar os investimentos dos Governos e de várias outras instituições ao setor produtivo. O Grupo de Trabalho do ZEE do cerrado amapaense é coordenado pela Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Setec), e tem como integrantes as Secretarias de Estado da Indústria, Comércio e Mineração (Seicom), do Meio Ambiente (Sema), de Desenvolvimento Rural (SDR), além de Institutos de Meio Ambiente e Ordenamento Territorial (Imap), de Pesquisas Científicas e Tecnológicas (Iepa) e Estadual de Florestas (IEF), e conta com a cooperação técnica de equipes da Embrapa Amapá e Embrapa Amazônia Oriental (Pará).

(Fonte: Extra Amapá)

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