Doença de Chagas é o maior temor de produtores de açaí do Pará

Belém – Os produtores de açaí do Pará estão preocupados com possível contaminação da bebida por doença de Chagas. Para manter o nível de qualidade do produto eles participam de cursos para garantir o correto preparo do alimento.

Em algumas regiões da Amazônia o açaí é associado à transmissão oral da doença que, somente no ano passado, teve 146 casos confirmados no Pará.

Nesta quinta-feira (18), mais de 550 produtores de açaí recebem certificado de conclusão do curso de Boas Práticas de Manipulação e Processamento do Açaí, no Hangar Convenções e Feiras da Amazônia, em Belém. O curso integra o programa estadual Qualidade do Açaí, que já atendeu mais de mil profissionais.

O curso é para estabelecer normas de higiene e evitar contaminações em geral. Nos últimos dois anos, 1.218 produtores receberam treinamento e kits para uso no processamento do açaí, em 30 municípios das regiões Metropolitana de Belém, Ilha de Marajó, Baixo Amazonas e Baixo Tocantins. Os kits contêm camisas, aventais, bonés, toucas, termômetro e cronômetro digital, filtro para água, copo dosador e peneira em alumínio, com tela plástica.

O programa estadual Qualidade do Açaí é coordenado pela Secretaria de Estado de Agricultura (Sagri), mas as ações de vigilância sanitária e capacitação de técnicos da área e de produtores de açaí são de responsabilidade da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), por meio da Divisão de Alimentos do Departamento de Vigilância Sanitária do Estado.

(Sespa) 

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