Diplomata, por formação e político por vocação

Osny Araújo*

Apaixonado por Manaus, Arthur Virgílio do Carmo Ribeiro Neto, aos 68 anos de vida, está comemorando 35 anos de intensa vida política, por isso, vai estar rodeados de alguns nomes importantes da política brasileira, capitaneados pelo “tucano”, senador Aécio Neves, virtual candidato a presidência da República para festejar o feito, em Manaus, capital que administra pela segunda vez.

Diplomata de carreira, faixa preta e jiu-Jitsu e político por vocação, Arthur que já passou pela Câmara Federal, Senado da República, Prefeitura de Manaus cargo que ocupa no momento e Ministro Chefe da Casa Civil, líder do então Governo Fernando Henrique Cardoso, é um político destemido, acostumado a enfrentar desafios na vitoriosa carreira e sempre em defesa dos interesses do Brasil e do Amazonas.

Guerreiro na defesa da Zona Franca de Manaus, que vive e mexe é bombardeada pelos políticos em Brasília, Arthur já se voltou várias vezes contra o seu próprio partido, o PDSB e o governador Geraldo Alckmin, por articular manobras contra a Zona Franca, posição que ele não abandona.

Líder política no seu estado e com prestígio nacional, ao deixar o Senado retomou as suas atividades na diplomacia, atuando em Portugal, de onde atendendo a uma solicitação do seu partido, retornou a Manaus, saiu candidato a prefeito, venceu com Volga o pleito e hoje, com muita determinação tenta reconstruir Manaus que passou algum tempo sem um prefeito de fato e dessa forma vai tocando o barco e aos poucos a cidade vai sofrendo grandes transformações.

O político Arthur Neto, nunca escondeu de ninguém a sua paixão por Manaus e pela política e ao mesmo sempre, sempre afirmou que gosta de participar da política no Parlamento, nas tribunas, tarefa que desenvolve com muita facilidade, mas às vezes é necessário enfrentar alguns desafios na vida, como por exemplo, o de exercer cargos executivos, como já ocorreu quando Ministro da Casa Civil e pela segunda vez como prefeito de Manaus. Mas o que ele gosta mesmo é do Parlamento.

Político de raciocínio rápido e palavra fácil, nunca fugiu de uma boa briga, principalmente, quando no Congresso Nacional saia em defesa dos interesses do Amazonas. Comprou várias e boas brigas e se notabilizou por isso, enfrentou vários desafios e a sua posição sempre foi de um guerreiro a favor do Amazonas, razão pela qual é um dos chamados “caciques” da política amazonense.

Tudo começou em 1978, quando o então jovem Artur Neto tentou a sua primeira eleição para deputado federal, sem sucesso, mas em seguida cumulou vitórias, alguns erros e prestígio e tudo talvez tenha sido motivado pela cassação do seu saudoso pai, o senador Arthur Virgílio Filho, no tempo da “gloriosa”, na década de 60.

Arthur Neto que é amazonense de Manaus, é graduado em Ciências Jurídicas e Sociais, é diplomata de carreira do Itamaraty e nesses 35 anos passou por quatro partidos políticos. O primeiro, foi o PCB, passou para o PMDB, seguiu para o PSB e nos últimos anos defende a bandeira do PSDB, desde os tempos de Fernando Henrique Cardoso.

Para muitos companheiros políticos, ainda com assento no Congresso Nacional, ele faz falta naquela Casa, como certamente também sente falta daquele ambiente e não tenho dúvidas, que embora não espalhe isso pra ninguém, certamente um dia pensa em retornar ao Parlamento em Brasília, fasto que será interessante para o Brasil e para o Amazonas.

Arthur chegou tentou Governo do Estado, apesar de um bom desempenho não obteve sucesso. A derrota não o esmoreceu e retornou procurou retornar as suas atividades políticas, desta feita para o lugar onde sempre gostou de estar o Parlamento e lá conquistou vitórias, prestígio, sofreu algumas derrotas, inimigos e muitos amigos, logo, 35 anos de muitas histórias.

*Osny Araújo é jornalista e analista político.
E-mail: [email protected][email protected]

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