Construção Naval pode ter mais recursos do BNDES

No Encontro da Indústria Naval da Amazônia, realizada no auditório da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), ontem, o gerente do Departamento Transporte e Logística do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Nelson Tucci, apresentou as linhas de financiamentos disponíveis para a indústria da construção naval.

A proposta do banco é ofertar créditos aos micro, pequenos e médios empresário, visando incentivar a construção de embarcações, estaleiros e armadores, bem como suas ampliações e modernizações. Para atender este setor, estão envolvidos nesta iniciativa o BNDES, agentes financeiros, Superintendência para o Desenvolvimento da Amazônia (Sudam), governo do Estado e FIEAM.

“Estamos projetando para os proximos três anos realizar o investimento na Região Norte na ordem de R$ 1 bilhão a R$ 1,2 bilhão em estaleiros e embarcações, sendo que boa parte deste valor é concentrado aqui, acredito que cerca de R$ 600 milhões ficará no Amazonas”, disse Tucci.

Ao revelar os investimentos estimados pelo BNDES, Nelson Tucci destacou que neste valor não está incluída a constribuição na implantação do Polo Naval. Nelson alerta quanto ao licenciamento da área estudada do Polo, pois é a partir desta regulamentação que o banco pode projetar o financiamento.

“Podemos apoiar todo o segmento, tanto na instalação das empresas no terreno quanto na infraestrutura do Polo Naval necessária, sabendo que o BNDES tem capacidade de apoiar 80% deste investimento”, informa.

Segundo o gerente do Departamento Transporte e Logística do BNDES, a alta diretoria do banco pretente estar mais presente na Região Norte, com interesse em investir não só em grandes empreendimentos como hidrelétricas e ferrovias, mas também aqueles investimentos que atingem empresários menores.

“Na Região Norte, como um todo, temos investimentos acima de R$ 20 bilhões, como a Usina de Belo Monte, ampliação dos portos do Amazonas, ferrovia Norte-Sul, trechos de rodovias, entre outros, sendo que já investimos nos últimos cinco anos R$ 6 bilhões. Agora o banco percebe que há a necessidade de dar mais apoio e o BNDES será uma frequentadora mais acíduoa nas cidades da região”, revela Tucci.

Para a sócia-proprietária dos Estaleiros Erin e Nortoll e da Metalúrgica Magalhães, Maria de Fátima Magalhães, o conhecimento do Polo Naval pelo BNDES mobilizou seus técnicos a se aproximar e apresentar a disposição em contribuir com esse crescimento do setor naval. Segundo Fátima, outro grande interesse na Região é a crescente demanda logística de se utilizar os rios da Amazônia para o transporte de grãos.

“Observamos que o BNDES está disposto a ajudar a desenvolver as hidrovias da Amazônia, trantando de ser a maior área fluvial do planeta, porém é pouco aproveitada. Todo este apoio aquecerá o segmento que continua em crescimento e com demandas cada vez maiores de construção de embarcações e balsa”, disse Fátima.

Já para o diretor presidente do Estaleiro Eran, Adalberto Azevedo, o resultado deste Encontro da Indústria Naval da Amazônia surgirá após a reavaliação dos técnicos do BNDES quanto a legislação para financiamento ao segmento naval no Estado e na Reião Norte, sabendo que a região possui suas peculiaridades e dificuldades específicas quanto as condições de levantar recursos e de instalação apropriadas ao desenvolvimento das atividades da construção naval.

“O objetivo do BNDES é oferecer crédito aos micro e pequenos empresários, porém a legislação de financiamento como a garantia de bens para concessão de valor é inviável. Sugiro que a própria embarcação a ser construída seja a garantia deste financiamento, pois, se assim não o for, os pequenos empresários continuarão construindo embarcações pelas beiras dos rios, com recursos próprios e sem qualidade”, disse Adalberto Azevedo.

(Fonte: FIEAM)

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