Comércio varejista do Amazonas tem o pior desempenho entre os estados brasileiros

Comércio de Manaus

Comércio de Manaus

Amazonianarede – IBGE

Manaus – O Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou, nesta quinta-feira (13), pesquisa que confirma os prejuízos reclamados pelo comércio varejista do Amazonas. Estatísticas do órgão revelam que o setor no Estado apresentou crescimento de apenas 1,6% no mês de outubro – índice que representa a pior performance entre todas as 27 Unidade das Federação. Nas comparações com o ano anterior, em todos os indicadores, o comércio amazonense tem amargado fraco desempenho.

A pesquisa verificou que o índice de crescimento de 1,6% é o terceiro pior desempenho dos últimos doze meses no Amazonas. A estatística está bem abaixo da média nacional, calculada em 9,1%. Quando se analisa a variação acumulada em 2012, verifica-se que o volume de vendas no Estado cresceu 5,5% até outubro, mas ainda assim o Amazonas ocupa o penúltimo lugar a nível Brasil, onde a média nacional foi de 8,9% e o melhor desempenho foi do Estado de Roraima com 28,5%.

Na variação acumulada nos últimos doze meses, o volume de vendas alcançou em Outubro 5,3%. Vigésima quinta posição do país.

Já receita nominal do comércio varejista amazonense teve um crescimento de 4,7% em Outubro na comparação com igual mês do ano anterior. Mas não foi o suficiente para colocar o Estado numa posição confortável neste índice. Foi o pior desempenho no mês de Outubro entre todos os Estados. Nesse aspecto, a média nacional foi de 13,9% e o melhor desempenho também foi do Estado do Roraima, com 35,6%.

A variação acumulada no ano de 2012 para a receita nominal, em outubro, alcançou 8,6%, à frente apenas do Rio de Janeiro e Distrito Federal com 8,5 e 8,2% respectivamente. Onde a média nacional foi de 12,3% e o melhor desempenho foi de Roraima, com 32,9%. Já o acumulado nos últimos doze meses (desde outubro/11) foi de 8,5%. Nesse indicador, a receita nominal ficou com a 25a. posição no ranking nacional.

De acordo com o chefe da área de Disseminação de Informações do IBGE, Adjalma Nogueira Jaques, tanto no Volume de Vendas quanto na Receita Nominal, o comércio teve resultados muito abaixo do que normalmente é esperado para o mês das crianças (Outubro). “Muito em função de algumas sinalizações de contexto local como demissões e férias coletivas no Polo Industrial e crédito pessoal limitado pela alta taxa de endividamento da população”, comenta nota do IBGE.

Os acumulados no ano e nos últimos doze meses, embora positivos, também são bem abaixo da média nacional e em alguns casos, distantes de outros Estados que tiveram melhores desempenhos.

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