Comércio informal cresce fora de controle em Manaus

Manaus – Enquanto de um lado os vereadores da Câmara Municipal empurram com a barriga, há anos, qualquer definição sobre o novo Plano Diretor da cidade, do outro o comércio informal experimenta um crescimento jamais visto na recente história da capital amazonense.

Todos os dias, em qualquer bairro da cidade, se nota a aparição de uma nova barraquinha que oferece todo o tipo de produto aos populares, desde aparelhos importados à alimentação.

Risco à saúde

No caso da venda de alimentos prontos ou preparados na hora não é só a informalidade que foge às regras. A falta de uma preocupação mínima com o manuseio de produtos perecíveis, feito a céu aberto e muitas vezes sem o uso de luvas e tocas para cabelos, junto a presença de animais e insetos que são atraídos pelas sobras geralmente jogadas pelo chão, a ameaça e os riscos da contaminação em função da ingestão deste tipo de comida é frequente. Para aumentar o nível do perigo, os ambulantes oferecem sucos, sempre a preços bem abaixo do mercado, produzidos com água que ninguém conhece a origem.

Informalidade na porta de casa

Outro fato muito comum nos bairros de Manaus, é abertura de “negócios informais” na própria casa(foto). Na situação atual, qualquer pessoas se sente no direito de montar sua banca de guloseimas, pequenos restaurantes, usando a calçada, da qual o morador pensa que é o dono, em detrimento do direito de outras pessoas irem e virem, sendo obrigadas a desviar o caminho pela rua, disputando espaços com os carros.

Concorrência desleal

Este tipo de comércio, cada vez mais comum em Manaus, gera problemas também para a manutenção de empregos nas lojas que são regularizadas e que os empresários lutam para manter em dia seu impostos, seja junto ao governo estadual ou municipal.

Muitas vezes a certeza de impunidade é tamanha, que camelôs colocam suas bancas bem na frente de lojas legalizadas, numa atitude de afronta e até deboche com aqueles que seguem as regras de uma cidade que tem leis para serem seguidas.

Resta saber até quando a paciência dos que pagam seus impostos vai aguentar tanta coisa ilegal crescendo aos olhos da população, sem que os representes do povo tomem uma posição que traga um mínimo de regras para a cidade.

Sérgio Costa
Texto e fotos

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