Começa mais uma greve dos caminhoneiros em 8 estados

O movimento vai se espalhando pelo Brasil
O movimento vai se espalhando pelo Brasil
O movimento vai se espalhando pelo Brasil

Brasil – Os caminhoneiros deram início a uma greve nacional a partir da 0h desta segunda-feira (9) contra o governo federal. Em Minas Gerais, o protesto complica o trânsito nas principais rodovias que levam a Belo Horizonte desde as primeiras horas do dia.

A categoria protesta ao não entrarem em acordo com o governo federal em relação às suas reivindicações. Em Minas, apenas veículos de passeio e ônibus são liberados pelos grevistas para seguir viagem.

Além de Minas Gerais, os caminhoneiros pararam estradas no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Tocantins, Rio Grande do Norte e Bahia.

Veja os pontos em que há interdições

BR-381, KM 359, em João Monlevade, região Central de Minas;

BR-381 KM 513, altura de Igarapé, região metropolitana de Belo Horizonte;

BR-262, KM 412, em Igaratinga, no Centro-Oeste de Minas;

BR- 040, nos KMs 627, em Conselheiro Lafaiete, região Central do Estado.

Igarapé

caminhão 4O procurador de Igarapé, Vinícius Caldeira Andrade, esteve na BR-381 na manhã desta segunda (9). A intenção era a de garantir o direito de manifestação dos caminhoneiros e também que o abastecimento na cidade seja mantido, diferente do que aconteceu na paralisação feita em março deste ano pela categoria.

Nesse ponto, as cargas vivas, as perecíveis e as de medicamentos são liberadas. A manifestação é pacífica e a fila de caminhões parados é de 6 km.

Em João Monlevade, o trânsito está fechado desde às 5h30. “Tem bastante caminhão aqui. Nós estamos em frente ao Posto Graal, e só carro pequeno e ônibus estão passando”, contou Rodrigo Martins da Costa, 37, na profissão de caminhoneiro há oito anos.

Reivindicações 

Entre as principais reivindicações da categoria estão a criação de um frete mínimo; refinanciamento dos veículos, a isenção do Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) e a redução no preço do combustível (diesel).

“Temos que pagar ICMS, PIS, só em outubro eu paguei R$ 480 de imposto e a gente não recebe nada em troca.

Não tem segurança, se o caminhão é roubado a polícia não consegue encontrar, corremos risco de ser assaltado. É uma questão de sobrevivência hoje que essas reivindicações sejam atendidas. O diesel está  R$ 3 o litro, o meu caminhão faz 2 km com um litro.

Em 100 km gasto R$ 150 só com o diesel e recebo 470 de frete. Além disso tem os pedágios, que estão muito caros, o seguro do caminhão que é R$ 8.000 por ano, a parcela do financiamento.

Os bancos colocaram os juros do financiamento lá em cima e não querem saber se a economia vai bem ou mal, querem é tirar o bem se não pagar. Como está não temos mais condições de sermos autônomos, de pagar as contas da família. Não tem cabimento, com um bem de R$ 200 mil, não sobra R$ 150 no fim do mês depois das contas pagas.

As estradas estão congestionadas com caminhões e cartas paradas
As estradas estão congestionadas com caminhões e carretas paradas

O caminhoneiro precisa ter um seguro, pagar um plano de saúde, porque as condições de trabalho são precárias, tem gente com problema de pressão alta, de depressão…”, disse o caminhoneiro Renato Martins de Almeida.

Melhorias

A princípio, o movimento pede apenas melhorias para a categoria, mas pode se tornar uma questão política. “Eu acho que quando as reivindicações não foram atendidas a questão política vai surgir naturalmente. Porque eles prometem que vão melhorar as condições de vida e não melhora nada. E a corrupção não para, o país está na mão de bandidos. A Dilma (presidente da república) disse que vai colocar a guarda nacional contra o movimento. Se eles tentarem alguma coisa, tentarem segurar os piquetes, aí vai ser pior, o pessoal pode até queimar caminhão”, alerta Renato.

Segundo o caminhoneiro Wilson André, na greve passada, entre março e abril deste ano, o governo federal prometeu trabalhar por uma tabela mínima, porém não houve qualquer avanço nesse sentido. “No início do ano o diesel consumia 45% do valor e agora é mais de 60%”, contabilizou.

Participam da paralisação sindicatos de caminhoneiros de Betim e Contagem, os Cegonheiros mais caminhoneiros autônomos.

Amazonianarede- O Tempo

 

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