Combate a hanseníase nas escolas

Amazonianarede – D. da Amazônia

Porto Velho – Uma das estratégias definidas pelo Ministério da Saúde para a Campanha Nacional de Combate a Hanseníase é a parceria com o Ministério da Educação. O público-alvo são estudantes na faixa etária de 5 a 14 anos. Em Porto Velho, a expectativa da Secretaria Municipal de Saúde (Semusa) é atingir mais de 35 mil estudantes das mais de 140 escolas das zonas urbana e rural.

A campanha inicia nesta segunda-feira, às 9h, na Escola Municipal Maria Isaura. As atividades, incluem mobilização e orientações aos professores e funcionários das escolas.

A coordenadora municipal de hanseníase, Valmira Rocha de Souza, explica que formulários do método espelho, serão encaminhados para os pais. Neste formulário eles preencherão alguns dados sobre a saúde da criança e identificação de manchas pelo corpo. “As escolas mandam para os pais, os pais devolvem para a escola, a escola passa para a Semusa e daí a gente vai para as unidades de saúde, onde começa o tratamento”, explica.

O objetivo, de acordo com o secretário municipal de saúde, Macário Barros, é identificar os casos de hanseníase ainda na fase inicial ou suspeita, pelo método do espelho, e referenciar à rede básica de saúde para a confirmação do diagnóstico. “Na maioria das vezes a hanseníase não é diagnosticada por exames de laboratório e sim pelos sintomas. As manchas não coçam, não doem e o local fica insensível, perde pelo e não transpira”, exemplifica Macário. E muitas pessoas não sabem, mas a doença é bacteriana e transmitida por vias respiratórias.

CASOS NOTIFICADOS

Em Porto Velho, nos últimos cinco anos, foram identificados 569 casos da doença. Na faixa etária atingida pela campanha, de 5 a 14 anos, foram 34 casos registrados. O secretário explica que a escolha da faixa etária se deu pela prevenção. “O Ministério da Saúde quer que o diagnóstico seja feito logo no início da doença”, ressalta.

Se detectada no estágio inicial, a hanseníase é tratada de forma fácil, sem prejudicar o dia-a-dia do paciente. O tratamento dura em torno de seis meses e a doença não volta mais. “Muitas pessoas tem a doença e não sabem. Os sintomas podem ficar incubados por até cinco anos. Quando os adultos demoram para fazer o tratamento a chance de ter sequelas é grande, por isso a escolha de trabalhar com as crianças”.

A coordenadora municipal de hanseníase, Valmira Rocha de Souza, explica que se detectada a doença nas crianças, será feito um rastreamento na família. “Se os pequenos estão infectados, é possível que algum adulto da família também esteja. Nosso objetivo também é conscientizar e tratar toda a família”, finalizou.

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