Cheia do Solimões já prejudica o Polo Ceramista de Iranduba

Olarias no Iranduba, prejudicadas pela cheia no Solimões
Olarias no Iranduba, prejudicadas pela cheia no Solimões
Olarias no Iranduba, prejudicadas pela cheia no Solimões

Iranduba – A cheia no rio Solimões já está causando sérios problemas para o setor oleiro situado município de Iranduba, na Região Metropolitana de Manaus, onde se situa a grande concentração de Olarias próximo a capital e que garante a oferta especialmente de tijolos para o setor de construção em Manaus, que poderá sofrer com os reflexos da cheia .

O setor já contabilizar alguns milhões de prejuízos, inclusive com a paralização de algumas olarias e com isso, além da possibilidade da falta de prodt0, existe ainda o risco de majoração nos preços e a demissão de empregados.

Dessa forma, o cenário do Polo Ceramista no Amazonas não está nada promissor para o resto de 2012. O setor, que já enfrenta queda de 50% na produção, por causa da paralisação de 30% das olarias e aumento de demissões, terá menos tempo para extrair a matéria-prima do tijolo, repercutindo na produção de 2013. As informações são do Sindicato da Indústria de Olarias do Estado do Amazonas.

“Como o rio subiu muito, vai influenciar no tempo que vamos ter para extrair a matéria-prima. Vamos ter que esperar mais tempo para a água baixar na argileira”, explica a presidente do sindicato, Hyrlene Ferreira. O insumo é retirado de agosto a novembro e os representantes temem que a falta de tempo necessário para a extração comprometa a produção em 2013.

Alagadas

O preço do tijolo ainda está mantido, mas poderá subir
O preço do tijolo ainda está mantido, mas poderá subir

Dez das 35 olarias localizadas nos municípios de Iranduba e Manacapuru, responsáveis por 95% da produção no Estado, estão alagadas. De acordo com a presidente do sindicato, entre as dez indústrias afetadas pela cheia, estão três grandes olarias. Outras 15 fabricantes também não funcionam dentro da normalidade. “Já tivemos uma redução de 50% na produção”, disse Ferreira.

A situação do Polo Ceramista também refletem demissões. Pelo menos 200 trabalhadores já perderam o emprego nos meses de cheia. Hoje, o setor emprega diretamente cerca de 4 mil pessoas e 12 mil indiretamente.

A fabricação de tijolo também está comprometida pela falta de resíduos e lenha usadas na queima do produto, além do encarecimento de 50% desses materiais. “As serrarias de Manacapuru, que abastecem a maioria das olarias, estão debaixo d’água. Os fabricantes têm que “dosar” a produção”, afirma Ferreira. Ela disse ainda que há olarias com o estoque de resíduo zerado.

Preços mantidos

Até o momento, mesmo enfrentando grandes dificuldades na área de produção de tijolos a presidente do sindicato afirma que o preço do produto não subiu, permanecendo na média de R$ 360 o milheiro. “Na verdade, já teríamos motivo para subir o valor com a falta de material e com o encarecimento de outros”, disse Hyrlene.

A subida dos rios do Amazonas também trouxe prejuízos para os proprietários de areal. Dreisson Feitosa, que é dono de um dos estabelecimentos, alega que houve aumento no consumo de óleo usado nas máquinas para extrair a areia. Apesar da elevação no custo de produção, Feitosa não repassou o valor para os clientes, já que o número de encomendas está baixo.

Nas lojas de materiais de construção, também não houve aumento nos preços de tijolo, areia, seixo e cimento. Os comerciantes afirmam que as vendas estão 20% menores que em 2011.

No estabelecimento Grilo Material de Construção, a retração é de 20%. A gerente Deisy Souza afirma que o movimento caiu e não há por que aumentar os preços. O milheiro do tijolo custa R$ 700, enquanto a carrada (cinco metros cúbicos) de areia sai a R$ 240 e a de seixo R$ 715. Já o saco (42,5 quilos) de cimento está no valor de R$ 32.

Na Ferragens Paraíba, as vendas caíram 10%. Para o gerente comercial Vagner Brasil, o fluxo diminui por conta das chuvas e que, nesse período do ano, o movimento é geralmente fraco. Brasil explica que a loja não enfrenta escassez de produtos, até porque as encomendas têm sido menores. Na loja, o milheiro sai em média a R$ 500 e o saco do cimento a R$ 30. As carradas de areia e seixo custam R$ 400 e R$ 750, respectivamente.

algumas olarias já suspenderam temporariamente as atividades
algumas olarias já suspenderam temporariamente as atividades

Na Rochedo Limitada, o milheiro está no valor de R$ 575, o saco do cimento R$ 32,65 e as carradas de seixo e areia a R$ 696 e R$209. Auxiliar de vendas Maria Rosanir afirma que as vendas estão devagar. “É só você olhar. A loja está quase vazia. No começo do ano, o movimento é devagar, mas em 2012 está pior”, disse.

Amazonianarede

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