Boa Vista: agentes de saúde e de combate as endemias realizam protesto

Na tentativa de obter respostas concretas sobre as reivindicações da categoria, principalmente quanto às condições de trabalho e reajuste salarial, os agentes comunitários de saúde (ACS) e agentes de combate as endemias (ACE) paralisaram as atividades por 24 horas ontem.

O movimento iniciou com uma caminhada partindo da frente da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), no Centro, seguindo para a Secretaria Municipal de Saúde (SMSA), no bairro São Pedro.

Conforme o presidente do sindicato das duas categorias, o Sindacse, Flaviney Almeida, a mobilização foi motivada pelo fato de os servidores se sentirem insatisfeitos com o não atendimento às reivindicações que desde a gestão passada estão sendo solicitadas.

“Deliberamos no mês passado por essa paralisação, que foi inclusive comunicada à Prefeitura de Boa Vista por meio de ofício. Um dos pontos principais que reivindicamos trata-se do reajuste salarial, com a integralidade da Portaria 260/13 do Ministério da Saúde, que acrescenta o valor na nossa remuneração, passando R$ 532,00 para R$ 950,00, como outros municípios já recebem. Cabe ressaltar que há seis anos a categoria não tem aumento de salário”, salientou.

Um problema que também se tornou ponto da pauta dos trabalhadores é a falta de estrutura nas unidades básicas de saúde que, segundo o presidente do Sindaacse, está causando transtornos às atividades da classe e à população. “Nosso trabalho não se limita somente ao lápis, caneta e borracha, instrumentos utilizados para registro. Mas também à farmácia equipada, um bom laboratório, médicos prestando excelente atendimento, o que de fato não existem em diversos postos. Sabe-se que praticamente todas as unidades enfrentam estes empecilhos e quem sofre é a comunidade”, destacou o sindicalista.

As outras reivindicações da categoria tratam-se da mudança de regime de seletivado para efetivo, uma possibilidade dada pela Lei Federal 11.350; auxílio alimentação; zoneamento e contratação de mais agentes de endemias; revisão do auxílio transporte e isonomia salarial. “A nossa expectativa é que sejamos atendidos e assim os 350 agentes de saúde e 200 agentes de endemias sejam beneficiados. Porém, a prefeitura não está dando sinal de avanço. Certamente realizaremos outras assembleias e decidiremos sobre quais providências deverão ser tomadas”, disse Almeida.

(Reportagem: Ana Karine Oliveira)

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