Barco Pai realiza mais de 3 milhões de atendimentos nos dez anos de atuação

(Foto: Elisa Garcia Maia – Aleam)

Os dez anos de atuação do Barco Pai (Pronto Atendimento Itinerante), projeto que presta assistência aos moradores do interior do Amazonas, foram celebrados na manhã desta sexta-feira (20) no plenário da Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam).

A homenagem foi feita em uma Sessão Especial de autoria dos deputados estaduais Sinésio Campos (PT) e Marco Antonio Chico Preto (PSD), que por motivo de viagem foram representados pelo deputado Ricardo Nicolau (PSD), que comandou os trabalhos legislativos.

Criado em 2003, o projeto do Governo do Amazonas, é realizado por três embarcações (Zona Franca Verde, Puxirum I e Puxirum II). Neste período já foram feitos mais de 3,3 milhões de atendimentos em 60 municípios, percorrendo as calhas de rios. O PAI conta com parcerias importantes, como o Exército, Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), Banco do Brasil, Correios e Fundação Nacional do Índio (Funai), além das secretarias de Saúde (Susam), Segurança Pública (SSP), Trabalho, Emprego e Renda (Setrab) e prefeituras municipais.

Aos ribeirinhos são levados mais de 20 tipos de serviços sociais, de saúde e cidadania tais como atendimento médico, odontológico, oftalmológico, testes rápidos para DSTs/HIV, hepatite B e C, palestras educativas sobre saúde e prevenção.

Além disso, oferece serviços de expedição de Registro Administrativo Indígena, Registro Civil, Carteira de Trabalho, CPF, RG, alistamento militar e benefícios do INSS.

Na ocasião, a secretária de Estado da Assistência Social, Regina Fernandes, que coordena o projeto, em parceria com vários órgãos governamentais, foi homenageada com uma placa. A homenagem foi estendida aos demais membros que trabalham no projeto, assim como os idealizadores do projeto o ex-gerente executivo do INSS, Severino Cavalcanti, e o técnico de nível superior do órgão, Bergson Benjamin de Melo.

Desafios constantes

Segundo Regina Fernandes, cada viagem é um novo desafio, tendo em vista que as equipes – são mais de dez parceiros envolvidos em uma única embarcação – que passam de dois a três meses viajando nas calhas de rios, atendendo desde a documentação básica até as demandas do Instituto Nacional do Seguro Social. “O INSS é um dos nossos grandes parceiros, porque concede o benefício para as comunidades isoladas”, disse a secretária, ressaltando que o grande desafio não é levar os serviços, mas enfrentar a logística da região e uma gama de problemas, inclusive de saúde. “O projeto não seria executado sem a parceria dos órgãos envolvidos”, assegurou.

Batizado inicialmente de PAC (Pronto Atendimento ao Cidadão) Flutuante, após nova roupagem, passou a se chamar PAI. O projeto se originou visando dar uma finalidade social aos barcos inoperantes que haviam sido utilizados no projeto Luz do Saber, da Secretaria de Estado da Cultura. “Recebi a missão do Severino Cavalcanti de criar um projeto de atendimento fluvial com o intuito de levar a previdência e outros serviços de ordem estadual ao interior e foi o que aconteceu”, disse Bergson, ressaltando se tratar de uma veia de interiorização da Previdência Social, sendo responsável por 52% dos benefícios concedidos na região em termos de atendimento fluvial.

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