Aturiá: igreja e escolas correm risco de desaparecer

Macapá – A erosão desencadeada pelo avanço do rio Amazonas sobre a orla do Aturiá, no bairro Araxá, já engoliu dezenas de casas ao longo dos últimos anos. A situação só se agrava com a subida das marés, os ventos fortes e as chuvas. Sem uma barreira para conter a erosão o rio avança terra à dentro.

Agora, além das casas, uma igreja e duas escolas (uma municipal e outra estadual) estão ameaçadas pelo processo de deslocamento de terra da superfície. “Minha casa fica aqui atrás dessa escola. Há um ano mais ou menos a praia estava distante a uns 150 metros. Agora não tem nem 50 metros pra eu perder a minha casa.

Essa escola também logo vai sumir. Estamos sendo varridos do mapa por incompetência das autoridades”, disse o morador Luiz Alberto Santos, 47 anos.

Há mais de três anos o Diário do Amapá vem acompanhando o drama das famílias que habitam aquela região. Algumas chegaram a ser removidas da área de risco e foram morar de aluguel. No entanto, em razão do não pagamento do vale-moradia, pelo governo estadual, muitas delas voltaram a morar à beira dos barrancos.

“Não temos pra onde ir. Fomos morar fiados no aluguel social do governo, mas como eles atrasavam muito os donos das casas nos desalojaram. Agora estamos na rua, literalmente”, disse a dona de casa Maria de Aparecida.

Ontem a reportagem procurou a Secretaria de Estado da Infraestrutura (Seinf) para saber como anda o processo de licitação para construção do muro de arrimo que seria erguido com recursos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do Governo Federal. O projeto já sofreu alteração por mais de uma vez. Modificações foram feitas, licitações e contratações de empresas foram anunciadas, mas até hoje nada saiu do papel. Enquanto isso, o rio vai vencendo a terra, e o homem.

Fonte – Diário do Amapá

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