Asiáticos respondem por 61% do total de compras do Amazonas

Amazonianarede – Jornal do Commercio

Manaus – Mais de 60% das importações para abastecer o Amazonas neste ano, têm origem no grupo de países asiáticos formados, principalmente, por China, Coreia do Sul e Japão. De acordo com os números da balança comercial divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic), entre janeiro e outubro deste ano, os três países responderam por US$7,21 bilhões. Ou seja, 61,25% do total de compras do Estado, que somou US$11,77 bilhões no período.

A cifra também é 11,43% maior frente ao valor do mesmo intervalo do ano passado, quando os gatos do Amazonas, com os mesmos países, foi de U$6,47 bilhões. Só em outubro, do montante de US$1,22 bilhão foi usado para compras no exterior, Us$ 826,06 milhões, ou seja, 67,71% foram direcionados para os países asiáticos.

Sobre o mesmo mês do ano passado, a quantia é de 17,28% superior. “Apesar dos esforços do governo federal para garantir a competitividade da indústria brasileira, no Amazonas, continuamos sendo impactados, e a expectativa é de que durante todo o próximo ano o PIM ainda enfrente sérios problemas de concorrência com a Ásia”, avaliou o presidente do Conselho Regional de Economia do Amazonas (Corecon – AM), Ailson Rezende.

Segundo o presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicas e Similares (Sinaees), Celso Piacentini, a elevação da alíquota do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de linha branca importados, apesar de atingir outros itens, resolveu substancialmente, o problema dos condicionadores de ar do tipo split. A elevação subiu de 20% para 35%.

De acordo com os indicadores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa), entre janeiro e setembro de 2010, 443,82 mil unidades condensadoras para o split system foram produzidas. No mesmo período do ano passado, apenas 76,87mil foram fabricadas, o que revela queda de 82,68%. Este ano, apesar da retração ainda acentuada, foi um pouco menor (-60,72% com apenas 30,19mil unidades produzidas).

“Do jeito que estava, em pouco tempo, Manaus deixaria de fabricar o produto. Com a ação, agora estamos em condição de reverter o quadro”, contou Piacentini.

Já a concorrência dos insumos importados para a produção de motocicletas com os componentes nacionais não sofreu modificação.

“Os fabricantes de componentes do setor de duas rodas do PIM são constantemente pressionados a reduzir o preço de seus produtos, mas, a alta carga tributária continua sendo uma barreira para que eles cheguem se quer próximo aos preços oferecidos pelos asiáticos”, diz Ailson Rezende.

Para ele, a situação só deve melhorar em 2015, quando a China, o principal ‘oponente’ da indústria brasileira, fará parte da Organização Mundial do Comércio (OMC). “Em dois anos, a indústria chinesa deve começar a atender uma demanda interna de consumidores, como uma das regras para compor o OMC. O país possui mais de 1bilhão de habitantes. Dessa forma, a tendência é que ele não consiga atender essa demanda e ainda conservar o modelo exportador de hoje. Será um alívio, mas até lá, a indústria amazonense vai ter que continuar ‘segurando’ a produtividade”, ressaltou.

Enquanto isso, os asiáticos devem acirrar, ainda mais, a competividade. “O nosso custo, especialmente com a mão de obra, continua crescendo, e o desafio para o ano que vem inclui além dos asiáticos, os Estados Unidos e a Europa. Devido à crise, os dois países escoam seus produtos com agressividade para o mercado nacional”, alertou.

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