ApexBrasil apresenta perfil do exportador do estado

Manaus – Preparações alimentícias, petróleo e derivados, motocicletas, máquinas, aparelhos, instrumentos, transmissores e receptores formam o grupo de produtos do Amazonas de grandes oportunidades de exportação, identificados pela Unidade de Inteligência Comercial e Competitiva da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (ApexBrasil).

A relação foi apresentada pelo assessor de economia da Inteligência, Manoel Franco Junior, na Reunião de Diretoria da FIEAM, realizada na última quinta-feira, 9, na sede da entidade.

Franco esteve em Manaus a pedido do Centro Internacional de Negócios (CIN Amazonas) para explicar aos representantes da indústria e comércio o perfil exportador do Estado, bem como a metodologia utilizada na seleção de países com maior oportunidade de comercialização no exterior.

Os setores de exportações que se sobressaíram ano passado foram motocicletas e preparações de bebidas, ambos com 21%, aparelhos e lâminas de barbear e celulares, com 13%, combustíveis e lubrificantes para aeronaves e embarcações, com 5%, composto de ouro e prata, com 4%, canetas isqueiros e obras de tântalo, estanho e cobre, com 3%, aparelhos transmissores e receptores e relés e disjuntores, com 2%, entre outros.

Franco revelou que os principais consumidores desses produtos foram América do Sul, que comprou na ordem de US$ 662 milhões, representando 67% do consumo dos produtos regionais, América do Norte, efetivando US& 101 milhões, com a participação de 10,3%, Europa, comprando US$ 65 milhões, equivalente a 6,6%, América Central, com US$ 36 milhões, ocupando 3,7% do mercado consumidor, e Ásia, com US$ 25 milhões, abrangendo 2,5% deste comércio.

Quanto ao panorama de exportações do Amazonas, Franco apontou o crescimento de 8,1% em 2012, chegando a US$ 1 bilhão. O assessor da ApexBrasil também apresentou o ranking de exportações por estado, destacando São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro como os principais na realização de comércio internacional, alcançado no ano passado a crescente marca de exportação de US$ 59,33, US$ 33,43, e US$28,76, respectivamente.

“Trouxe uma visão da exportação do Estado de 2003 a 2012, onde se verifica que o maior volume de exortação neste período foi em 2005, com mais de US$ 2 bilhões, representando 85,3% de crescimento em relação a 2004”, apontou o economista, revelando que os números foram impulsionados pela grande exportação de preparações de bebidas para refrigerantes.

O assessor chama atenção para a tendência natural de queda das exportações de 2006 a 2011, porém destaca a recuperação positiva de 2012. Segundo Franco, o período de retração deve-se a intensidade tecnológica dos produtos fabricados no Polo Industrial de Manaus, e por tanto, a propensão de sofrer os impactos da crise econômica mundial.

“No resultado parcial de janeiro a março deste ano, o crescimento continua, com 19,7% em relação a 2012. A perspectiva é que se continuarmos com essa taxa de crescimento até o final do ano, os valores alcançados serão próximos ao de 2010, de US$ 1,12 bilhão, demonstrando recuperação e possível retomada do crescimento econômico mundial”, avalia.

Os principais países consumidores são Argentina, Colômbia, Venezuela, Estados Unidos e Chile com interesse nos setores primários e recursos naturais, contemplando produtos agrícolas, minerais e energéticos, industriais em trabalho, escala e pesquisa e desenvolvimento, abrangendo bens de consumo como têxteis, confecções, couro, calçado, cerâmico, produtos básicos de metais, entre outros, automobilístico, siderúrgico, eletrônico, bens de capital sob encomenda e equipamentos de engenharia, e químicas fina, como farmacêutico, componentes eletrônicos, telecomunicação e indústria aeroespacial.

“São informações de mercados internacionais que servem como ponto de partida aos empresários e Governo no estudo e análise dos produtos de maior potencial para exportação. Com esse levantamento, sugerimos qual estratégia a ser promovida e para quais países devem ser direcionados os esforços”, explica Franco, destacando que da coleta de dados são selecionados mercados prioritários e secundários.

Francon lembrou que a Unidade de Inteligência disponibiliza gratuitamente a pesquisa de priorização de mercados-alvos, perfil de países e perfis exportadores de setores produtivos e de estados brasileiros, e inteligência comercial customizada. Para reunir os dados e apresentar a tratativa das informações dura em média dois meses. Mais informações sobre o perfil de exportação do Estado do Amazonas e demais regiões na página da Rede de Inteligência Comercial http://www.redeic.com.

Com as informações em mãos e a decisão de ampliar os negócios, o próximo passo para a exportação é buscar a expertise dos Centros Internais de Negócios. A Rede dos CIN ofereceProgramas de Capacitação Empresarial, ação que conta com a parceria da ApexBrasil no treinamento e qualificação de empresas interessadas em participar de eventos e projetos compradores.

(Sistema FIEAM)

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