Apesar de campanha histórica, ‘ordem’ no Fluminense é não falar de título

Rio – A liderança com folgas no Campeonato Brasileiro coloca diante do Fluminense de Abel Braga uma armadilha, como o próprio técnico considera: a matemática e seus números traiçoeiros. Ao longo da campanha, o treinador tem mostrado uma aversão a isso. E existem razões para tal.

– Nossa pontuação é anormal. É só pegar a pontuação de qualquer outro segundo ou terceiro na 28ª rodada em edições anteriores. Só perdemos dois jogos, sendo um fora de casa e outro inesperado. Mas aconteceu – disse Abelão, à Rádio Tupi.

Além do objetivo de evitar uma possível euforia na equipe, hoje com seis pontos de diferença em relação ao segundo colocado, o técnico pode estar lutando contra um fantasma do passado não muito distante. Em sua primeira passagem como treinador pelas Laranjeiras, em 2005, o Fluminense tinha 99% de chances de garantir um lugar na Copa Libertadores do ano seguinte. Não conseguiu. O time perdeu os cinco jogos finais do Brasileirão daquele ano e ficou sem a vaga.

O curioso é que em 2009 o Fluminense voltou a contrariar as estatísticas, só que de uma forma positiva. A equipe só tinha 2% de possibilidades de escapar do rebaixamento. Heroicamente, emplacou uma invencibilidade nos últimos 11 jogos e assegurou a permanência na Série A.

Segundo o site “Chance de Gol”, o Fluminense tem 81,8% de chances de ser campeão este ano. O vice-líder Atlético-MG tem 15,2%, o Grêmio 2,9% e o Vasco apenas 0,01%. Será que Abelão liga para isso?
– O legal é que nosso grupo está muito com os pés no chão. Não estamos dando a mínima para os números. Vamos continuar trabalhando jogo a jogo – afirmou o treinador.

Os jogadores têm repetido esse mantra dentro e fora de campo.

– Falta muita coisa ainda, não tem nada definido. Fizemos uma campanha muito boa, mas se chegar no fim e não for campeão, vamos sofrer muitas críticas. Temos que entrar concentrados para conseguir o que queremos – comentou Edinho.

(Por:Lancenet)

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