Amazonas apresenta aumento de síndrome respiratória por Covid-19, aponta Fiocruz

Covid
Crescimento dos casos de SRAG no Amazonas foi impulsionado pela Covid-19 — Foto: Divulgação/SES

Boletim do InfoGripe mostra que número de casos cresce entre crianças no estado. No Brasil, tendência é de estabilidade.

O Amazonas registrou aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) ligados à Covid-19, segundo boletim do InfoGripe, da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), divulgado na quinta-feira (28). O crescimento é mais evidente entre crianças pequenas.

De acordo com a Fiocruz, apesar da alta, o número de hospitalizações por casos graves da doença ainda é considerado baixo no país.

No estado, além da Covid-19, os casos de SRAG também são impulsionados pelo Vírus Sincicial Respiratório (VSR). O Amazonas é o único estado brasileiro que ainda apresenta aumento expressivo da síndrome causado por esse vírus.

Dados da Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-RCP), divulgado na segunda (25), mostram que, entre 1º de janeiro e 23 de agosto deste ano, foram notificados 3.405 casos de SRAG. Nesse período, 48 mortes foram confirmadas: 21 por Influenza A, 20 por Covid-19, 4 por rinovírus, 2 por Influenza B e 1 por parainfluenza.

Nas últimas três semanas analisadas (3 a 23 de agosto), a faixa etária mais afetada foi a de bebês com menos de 1 ano (57%), seguida por crianças de 1 a 4 anos (16%) e idosos com 60 anos ou mais (11%).

Entre os vírus identificados em exames realizados pelo Laboratório Central de Saúde Pública do Amazonas (Lacen-AM), o coronavírus SARS-CoV-2 lidera com 44% das amostras, seguido pelo VSR (34,6%), rinovírus (27,6%), adenovírus (7,8%), metapneumovírus (0,8%) e influenza A (0,1%).

Cenário nacional

Além do Amazonas, os estados do Rio de Janeiro, Ceará e Paraíba também registraram aumento de SRAG por Covid-19. No entanto, o número de hospitalizações permanece estável.

No Distrito Federal, Mato Grosso e Goiás, o avanço da SRAG ocorre principalmente entre crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, impulsionado pelo rinovírus. Esse mesmo padrão se repete em São Paulo, no Amapá e em alguns estados do Nordeste.

Em todo o país, os dados indicam da Fiocruz indica ainda queda na tendência de longo prazo nas últimas seis semanas. No entanto, há sinais de crescimento na tendência de curto prazo, observada nas últimas três semanas.

amazonianarede
Por g1 AM — Manaus

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here

Este site utiliza o Akismet para reduzir spam. Saiba como seus dados em comentários são processados.