Alunos da UEA vão participar de pesquisas tecnológicas na Moto Honda

(Foto: Internet)

Convênio de cooperação e intercâmbio científico e tecnológico, assinado nesta quarta-feira (18), pelo governador Omar Aziz e executivos da Moto Honda da Amazônia Ltda., permitirá que estudantes dos cursos de engenharia e das áreas de logística e administração da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) participem de pesquisas para aperfeiçoar e desenvolver tecnologias para a multinacional.

Omar Aziz e o presidente da Moto Honda, Issao Mizoguchi, assinaram o convênio durante a cerimônia de inauguração do novo Centro Tecnológico da empresa no Polo Industrial de Manaus. O evento contou com a presença do reitor da UEA, Cleinaldo Costa, dos secretários de Estado de Governo, Rebecca Garcia; Fazenda, Afonso Lobo; e Planejamento, Airton Claudino, além do superintendente da Zona Franca de Manaus, Thomas Nogueira, o presidente da Honda South America, Masahiro Takedagawa, e de empresários e políticos locais.

O governador afirmou que a parceria é um marco no trabalho de consolidação do Polo Industrial de Manaus e vai estimular o desenvolvimento de tecnologia e a qualificação de mão de obra no Estado. “Você consolida cada vez mais o Polo Industrial com isso. Hoje todas as motos são desenvolvidas aqui com tecnologia trazida de outros países. Estudos feitos no Japão, na China, ou seja, a tecnologia ainda é totalmente importada e agora poderá ser feita aqui. Com essa parceria da UEA, a gente vai poder formar engenheiros que vão pesquisar e criar novas tecnologias para o polo de duas rodas”, disse.

Para serem incorporados no programa de talentos, os estudantes da UEA interessados deverão apresentar propostas de estudo à universidade explorando a indústria de duas rodas. Alunos e egressos da capital e do interior podem participar. A submissão de projetos já pode ser feita nas coordenações de pesquisa da instituição. A expectativa é que os estudos envolvam, principalmente, as áreas de segurança, economia de combustível e redução da emissão de carbono.

“Para que consigamos conduzir os nossos trabalhos de desenvolvimento de novos produtos, precisamos de muitos recursos humanos. Assinamos o convênio com a UEA no sentido de trazer os talentos da Amazônia para crescerem conosco e termos o ‘know how’ de desenvolvimento de produtos no Amazonas”, enfatizou Mizoguchi.

Na ocasião, Omar Aziz aproveitou para sugerir que uma das primeiras linhas de pesquisa oriundas do projeto inclua a produção de equipamentos para atender necessidades regionais, como motores de rabeta e de popa, muito utilizados pela população ribeirinha não só do Amazonas, mas de todos os Estados da região amazônica. “O apelo que eu fiz foi por pesquisas com relação à fabricação de motores de rabeta e de popa, com preços mais acessíveis à população. Eles ficaram de fazer esses estudos e consolidar um polo importante”, ressaltou.

Por meio do convênio, serão realizadas atividades de pesquisa, desenvolvimento, formação e treinamento de recursos humanos em ciência e tecnologia, absorção e transferência de tecnologias, prestação de serviços científicos e tecnológicos.

Fortalecimento do polo de duas rodas – Um dos setores mais importantes do PIM, o segmento de duas rodas deve superar a marca de um 1,3 milhão de motos produzidas este ano. As empresas contam com incentivo fiscal do Governo do Estado de isenção de 25% do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS) da energia elétrica, o que ajuda a garantir a competitividade e a manutenção de empregos. Segundo Omar Aziz, o Governo Estadual busca a desoneração do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI), tributo federal, como medida para estimular o consumo e dar mais fôlego às empresas instaladas no Amazonas.

“O Estado está acompanhando de perto um grande problema hoje que é o não financiamento de motos de até 250 cilindradas. Houve de todas as formas um trabalho conjunto do Governo Federal para desoneração de IPI para financiamento do polo de quatro rodas. O mesmo tratamento não foi dado ao polo de duas rodas. A gente tem feito apelos para o Governo Rederal para que os bancos oficiais façam financiamento e a gente não vê a perspectiva tão cedo”, declarou.

Outro pleito do Amazonas com vistas a gerar impactos positivos no setor é a redução de impostos para municípios localizados na região de fronteira. A medida deve equilibrar os preços dos produtos, que atualmente favorecem a aquisição de produtos brasileiros nos países vizinhos. “O brasileiro compra mais barato atravessando a fronteira e pedimos tratamento diferenciado para os municípios dessa região. Na fronteira com a Colômbia, o preço da moto em Letícia é mais barato que em Tabatinga e essa moto é produzida no Brasil. Isso acontece porque a desoneração de importação permite que o preço chegue mais barato na Colômbia que no nosso país”, disse Omar Aziz.

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