Agronegócios: IDAM é a única e estratégica alternativa

Thomaz Meirelles*

No dia 13 passado, o Amazonas foi palco do lançamento do Plano Safra e da inauguração das novas dependências da Unidade Local do Idam/Manaus. Participei dos dois eventos e, mais uma vez, após ouvir vários discursos, fiquei ainda mais convicto de que o IDAM é o órgão mais importante e estratégico para o Amazonas alcançar a tão sonhada soberania e segurança alimentar e nutricional de seu povo. Nada na vida é mais importante para uma nação do que servir ao povo alimentos saudáveis, diversificados, em quantidade e a preços acessíveis a todas as camadas.

Povo bem alimentado é sinal de saúde. Saúde significa menos hospitais, menos médicos e, certamente, mais alunos em sala de aula. Reconheço os avanços do IDAM nas gestões do Eduardo e do Omar, mas, no meu entendimento, bastante tímidos diante do potencial que o Amazonas e o Instituto tem para acabar definitivamente com a dependência do modelo econômico implantado no PIM/ZFM, acabar com a miséria, acabar com a falta de esperança no interior do estado. Sei que avançamos no setor primário, mas incomoda saber que poderíamos estar bem mais adiantado se já tivéssemos um IDAM compatível com as necessidades amazônicas.

O IDAM é consenso de importância para todos os atores do setor rural dos três níveis de governo (federal, estadual e municipal) e para os produtores. Prova disso é a extensa lista de entidades que procuram o instituto para formalizar parceria. Faço questão de citar todas essas parcerias para visualizar, no atacado, e ratificar à estratégica atividade desenvolvida pelo corpo funcional do IDAM. São elas: MDA, MAPA, MMA, SUFRAMA, INCRA, CONAB, MPA, IBAMA, BANCO DA AMAZÔNIA, BANCO DO BRASIL, 7o COMAR, CMA. Sistema SEPROR, ADS, ADAF, AFEAM, SDS e vinculadas, SETRAB e vinculadas, SETHAB e vinculadas, SEIND, PREFEITURAS MUNICIPAIS, CÂMARA DE VEREADORES, FAEA, SENAR, FETAGRI, OCB, SEBRAE, FEDERAÇÃO DOS PESCADORES, SINTRASPA, FPS e outros. Quando for definido o modelo de gestão, o CBA certamente entrará nessa lista. Alguém tem dúvida?

Faz muito, e bem, com muito pouco

Com mais de trinta parcerias formalizadas fica impossível negar que o IDAM é o órgão mais importante do estado para o desenvolvimento sustentável da atividade agropecuária e florestal. Será que o governador tem conhecimento de toda essa parceria? Será que o governador sabe a grande e total dependência das informações e serviços prestados pelo IDAM aos parceiros

Será que o governador sabe que em todos os discursos o IDAM é citado como referência? Será que o governador sabe que no final de todas as conferências, seminários, encontros, reuniões e outros eventos o maior número de demandas são direcionadas ao IDAM?

Será que o governador sabe que O IDAM estruturado é capaz de captar e ampliar substancialmente um maior volume de recursos financeiros do governo federal? Será que os ex-prefeitos contratados e bem remunerados pelo governo estadual para prestar assessoria já fizeram algum relatório ao governador destacando o grande papel do IDAM no interior? Bem, com todas as limitações estruturais do IDAM as demandas são atendidas da melhor forma possível. Sou analista da Conab, e acompanho o esforço e a satisfação do corpo funcional do IDAM em atender tudo, todos, e muito bem.

Concurso e ajustes na estrutura

É do meu conhecimento que está em estudo a realização de concurso público no IDAM como forma de se buscar uma solução não apenas para a grande defasagem e distorções salariais observadas no Instituto, como também para suprir a grande defasagem na relação beneficiário assistido x número de técnicos existentes.

Pergunto: Qual a razão de oferecer salário de R$ 15 mil para o médico, e de apenas R$ 4 mil e R$ 2 mil para o gerente do IDAM no interior? A atividade do gerente do IDAM, e seus técnicos de campo, é tão importante quanto à do médico. Amplia a produção de alimentos, geram excedentes, proporcionando emprego e renda no interior. Como já disse no início deste artigo, povo bem alimentado é sinal de saúde, de mais educação e de desenvolvimento.

Hoje, o IDAM se faz presente em todos os municípios amazonenses, através de 66 Unidades Locais. Tem mais de 600 colaboradores, apenas 334 atuando no campo, e um expressivo número em processo de aposentadoria. Na relação extensionista rural X famílias atendidas, diante das peculiaridades e dimensões geográficas, defendo que essa relação deva ser de 1/70. Atualmente é de 1/300, e tem municípios que chega a 1/600. Não pode continuar assim. O MDA estabelece 1/100.

União para fortalecer o IDAM

Os dados aqui apresentados demonstram que o IDAM é a única e estratégica alternativa para o desenvolvimento do setor rural do Amazonas. Nada de projetos faraônicos, apenas a realização de concurso público e salários dignos e compatíveis com a missão de alimentar o povo com produtos saudáveis, eliminando a miséria e gerando riquezas no campo.

Defendo a proposta de que todos os órgãos que tem parceria com o IDAM (mais de trinta) reivindiquem intransigentemente e diariamente perante o governo estadual o atendimento de todas as demandas que estão sendo levantadas pelo órgão, inclusive a relação de 1/70 (extensionista rural X família). Ainda acredito na sensibilidade do governador Omar no fortalecimento definitivo do IDAM antes de deixar o governo. Se fizer, certamente entrará para a história como o chefe do executivo que teve a ação/atitude mais forte e definitiva em busca da soberania e a segurança alimentar do amazonense. Caso não faça, defendo que essas mudanças sejam exigidas aos candidatos em 2014. Tem mais, ía esquecendo, e é fundamental: que todas as funções do IDAM sejam sempre exercidas por técnicos de carreira fins evitar surpresas desagradáveis no futuro.

Thomaz Antonio Perez da Silva Meirelles, servidor público federal, administrador, especialização na gestão da informação ao agronegócio. E-mail: [email protected]

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