Adail Pinheiro nega na CPI crimes sexuais e admite nepotismo

(Amazonianarede – Redação)

O prefeito de Coari, Adail Pinheiro, acusado de comandar uma rede de pedofilia e exploração sexual no município, que se mantém no cargo de prefeito por força judicial, após ter escapado de depor na CPI da Câmara dos Deputados que investiga o caso, viajando a São Paulo, alegando doença, foi ouvido ontem em Brasília pela Comissão.

Durante o depoimento que durou mais de três horas, Adail se julgou inocente nas acusações de crimes sexuais e considerou todas as denúncias levianas, embora não tenha conseguido convencer os membros da CPI que prometeram retornar a Coari para novas investigações.

Durante a audiência, ficou decido que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI), da Câmara dos Deputados, que investiga a exploração sexual de crianças e adolescentes, vai pedir a quebra do sigilo telefônico do prefeito de Coari, Adail Pinheiro (PRP), do assessor dele, Anselmo Nascimento, e de uma menina chamada Juliane.

Segundo a relatora da CPI, deputada Liliam Sá (PR-RJ), a garota menor de idade está cooptando outras adolescentes para programas sexuais a mando de Anselmo e de Adail.

Ficou também definido que a CPI irá solicitar a quebra de sigilo bancário e telefônico de Adail Pinheiro a fim de que as investigações sejam aprofundadas, analisando ligações telefônicas do prefeito de Coari, de um assessor e de uma suposta aliciadora de adolescentes.

Os parlamentares da CPI também pretendem convocar outras pessoas do Município de Coari para prestar depoimento, a partir das informações levantadas nas últimas sessões. Devem vir a Brasília para depor o empresário Átila Yurtsever, da Rico Táxi Aéreo, a juíza estadual Ana Paula Medeiros Braga e o sargento da PM amazonense Antônio Aguiar.

Nepotismo

Segundo a deputada Érika Kokay, o prefeito se negou a falar sobre questões da Operação Vorax, que investiga irregularidades na execução de convênio firmado entre a Prefeitura de Coari e a União, por meio do Ministério do Meio Ambiente, para a construção de um aterro sanitário no município. Segundo o Ministério Público Federal no Amazonas (MPF/AM), foram desviados recursos públicos provenientes de convênios federais e de royalties pagos pela Petrobras pela exploração de petróleo e gás natural no município.

Adail teria admitido a prática de nepotismo e o desvio de funções de empregados da Prefeitura de Coari, mas não se pronunciou sobre a suspeita de exploração sexual de menores de idade, porque, segundo ele, são infundadas. “Lamento profundamente que a gente tenha que conviver com esse tipo de situação. São acusações levianas que não têm nenhum fundamento e que eu vou estar sempre à disposição para prestar qualquer esclarecimento para a comissão aqui da Câmara dos Deputados”, disse o prefeito.

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