Acordo entre motoristas, autoridades do Brasil e Bolívia resulta em liberação de ponte

10-01acreEpitaciolândia (Acre) – No início da noite desta sexta-feira (9), após dois dias consecutivos e com muitas reuniões e negociações em frente ao prédio da Receita Federal Brasileira e representante do Consulado do Brasil na Bolívia, resultou na liberação da ponte interditada após um incidente entre policiais bolivianos que prenderam um brasileiro, que por sua vez, os acusa de truculência e violência.

O acordo foi fechado após três horas de muita conversação na Alfandega localizada em Epitaciolândia (Acre), que dá acesso à Cobija (lado boliviano), onde foi interditada pelos os motoristas das carretas e transportadoras desde o início desta quinta-feira (08).

O momento serviu para que viesse à tona, denuncias de quem vende seus produtos no País vizinho, segundo eles, o tratamento que recebem das autoridades bolivianas quando vão entregar de mercadorias do outro lado da fronteira.

De acordo com os motoristas entrevistados, a entrega das cargas em Cobija demoram até uma semana para serem concluídas e retornar ao Brasil, por conta da burocracia da localidade, sem contar com o péssimo tratamento que recebem das autoridades daquele País.

O estopim, foi a prisão considerada ilegal do brasileiro na madrugada de ontem, que resultou numa sessão de espancamento ao motorista da Transportadora Transprete, Fábio Joanir Honesko (34), por parte da polícia boliviana que chegou a invadir a faixa de fronteira brasileira.

Pelo menos 30 motoristas, de sete transportadoras (cinco brasileiras e duas bolivianas), que interditaram o acesso à cidade de Epitaciolândia ao lado boliviano de Cobija.

Após conversarem, deram um trégua com a promessa que, se as autoridades bolivianas quebrarem os acordos firmados, irão voltar a fechar novamente na segunda-feira, dia 12.

Da redação, com Fernando Oliveira – O Alto Acre

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