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Plano federal contra El Niño prevê base do SUS em Manaus

(Foto: Cadu Gomes/VPR) Fonte: D24am. Leia mais em https://d24am.com/amazonas/plano-federal-contra-el-nino-preve-base-do-sus-em-manaus/

Planejamento estabeleceu que as capitais Belém e Porto Velho também receberão estruturas descentralizadas para acelerar o atendimento

Manaus – O governo federal definiu estratégias regionalizadas para mitigar os efeitos do El Niño, com ações voltadas tanto para a estiagem no Amazonas e no Norte quanto para os impactos previstos nas demais regiões do Brasil. Além da instalação de uma base da Força Nacional do Sistema Único de Saúde (SUS) em Manaus, o planejamento da Sala de Situação da Casa Civil estabeleceu que as capitais Belém e Porto Velho também receberão estruturas descentralizadas do SUS para acelerar o atendimento aos municípios em situação de emergência.

A estratégia nacional foi definida com base em cenários climáticos distintos, visando adequar a resposta às vulnerabilidades de cada território. Enquanto o Norte e o Nordeste demandam preparação para a estiagem, os modelos meteorológicos indicam a ocorrência de chuvas intensas na região Sul. Para os estados sulistas, as previsões de curto prazo alertam para volumes elevados de precipitação, que podem alcançar 200 milímetros em um período de apenas sete dias. Já nas regiões Sudeste e Centro-Oeste, o foco das medidas de monitoramento é o enfrentamento das temperaturas elevadas.

Como parte desta organização prévia, a Secretaria Nacional de Proteção e Defesa Civil executou oficinas em dez estados inseridos no Plano Nacional de Enfrentamento à Estiagem Amazônica e Pantanal, alinhando informações e fluxos de atuação junto aos gestores locais.

A logística de suprimentos também possui diretrizes de alcance nacional para cenários específicos. Para as áreas sujeitas à seca severa e ao risco de isolamento, a União utilizará instrumentos do Programa de Aquisição de Alimentos (PAA) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para garantir o abastecimento e a segurança alimentar de populações ribeirinhas, indígenas e quilombolas. Nos setores de energia e logística, o governo avalia a necessidade de antecipar a formação de estoques de combustíveis em localidades e rotas de transporte prejudicadas pela redução do nível dos rios.

No âmbito da saúde pública, o monitoramento abrangerá todas as áreas afetadas pelos extremos climáticos, com atenção especial ao risco de aumento na circulação de arboviroses, como dengue, zika e chikungunya. O planejamento estratégico prevê ainda a distribuição de kits específicos de saúde e a adoção de acompanhamento focalizado nas demandas dos distritos sanitários indígenas presentes nos territórios impactados.

amazonianarede
Com informações da Assessoria Portal d24am

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