Produtores rurais enfrentam prejuízos com animais mortos e terras caídas devido a cheia do Rio Purus no AM

Segundo o último boletim da Defesa Civil de Boca do Acre, o nível do rio Purus é de 18,60 metros nesta segunda-feira (31).

Produtores rurais enfrentam prejuízos com animais mortos e terras caídas devido a cheia do Rio Purus, no município de Boca do Acre, no interior do Amazonas. Mesmo com a descida de 24 centímetros nas últimas 72 horas, os impactos causados pela cheia ainda são visíveis em comunidades rurais próximas ao município.

Segundo o último boletim da Defesa Civil de Boca do Acre, o nível do rio Purus é de 18,60 metros nesta segunda-feira (31).

Devido ao nível elevado da calha do rio, a propriedade do produtor rural, Osvaldo Souza, ficou inundada. Por esse motivo o agricultor teve que improvisar algumas estruturas chamadas “trapiche” para abrigar os animais do local.

“Todo ano quando começa a cheia eu tenho que fazer esses trapiches. Todo ano a gente sofre com essa cheia, então essa é a única forma que a gente tem para salvar os animais” explicou o agricultor.
Outra situação que se agrava com a cheia do Purus, é o fenômeno das terras caídas, que também tem intensificado a devastação das plantações e afetando a economia e renda de produtores das comunidades rurais. Os animais também correr riscos, pois ao se aproximar da margem estão vulneráveis a cair no rio e se afogar.

De acordo com a defesa civil municipal, mais de 3.500 famílias foram afetadas pela enchente. A prefeitura da cidade está realizando ações humanitárias, com a entrega de água potável e cestas básicas. Além disso, uma unidade básica de saúde fluvial está levando atendimentos médicos às comunidades ribeirinhas.

Situação de emergência

Após uma seca histórica, o Amazonas já registra 23 municípios em alerta devido à cheia de 2025, com três em situação de emergência. Segundo o Serviço Geológico do Brasil (SGB), a inundação em grande parte do estado deve ficar dentro da normalidade, exceto na região sul, onde a Defesa Civil apontou Guajará, Humaitá e Boca do Acre como os mais afetados.

Em Manaus, a cheia não deve superar o recorde de 2021, quando o Rio Negro atingiu 30,02 metros. A previsão faz parte do primeiro alerta do órgão, divulgado na última sexta-feira (28), com estimativas para os rios Negro, Solimões e Amazonas.

O pesquisador de geociência do SGB, André Martinelli, destacou que, segundo o monitoramento do órgão, a tendência para este ano é de normalidade, sem grandes cheias no estado.

“Na verdade, o que a gente observa é uma tendência para normalidade, uma climatologia típica. Então, descartamos uma grande enchente. Observamos chuvas acima da média em fevereiro e março, e a previsão é de que isso continue em abril e maio. Porém, em janeiro, tivemos chuvas abaixo do esperado, então este ano a tendência é de uma cheia normal”, explicou o pesquisador.

amazonianarede
Por Raolin Magalhães, g1 AM

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