Aeronaves que invadirem espaço da Esplanada dos Ministérios podem ser abatidas. ‘Ponto mais bem defendido da história’, diz brigadeiro.
Brasilia – A Força Aérea Brasileira (FAB) detalhou, nesta quinta-feira (27), o rito de segurança a ser adotado durante a posse do presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL), na área central de Brasília, no próximo dia 1º. Segundo o comando da Aeronáutica, essa é a maior operação já montada para esse tipo de evento.
Nesta quinta, caças que serão usados na próxima terça (1º) fizeram um sobrevoo de treinamento no espaço aéreo do DF. Durante a posse, 20 aeronaves desse tipo ficarão posicionadas em locais estratégicos, e poderão ser acionadas para neutralizar qualquer ameaça identificada.
“Os caças vão estar divididos em dois tipos. O F-5, que é uma aeronave supersônica, fazendo a defesa aérea em mais alto nível. O A-29, ou ‘Supertucano’, pra nível intermediário e mais baixo”, explica o comandante de Operações Aeroespaciais da FAB, brigadeiro Ricardo Cesar Mangrich.
“Qualquer aeronave que adentre essa área sem estar autorizada é automaticamente classificada como hostil e vai ser engajada. Engajada, que eu digo, ela vai sofrer um ataque por mísseis.”
O monitoramento será concentrado na Esplanada dos Ministérios, onde acontecem as cerimônias da posse presidencial.
O perímetro de segurança máxima inclui o Congresso Nacional, o Palácio do Planalto e o Supremo Tribunal Federal (STF), além do gramado onde apoiadores de Bolsonaro devem acompanhar a cerimônia.
“Realmente, esse vai ser o ponto mais bem defendido da história do sistema de defesa aérea”, diz Mangrich.

Espaço mapeado
Para garantir o monitoramento completo e sem erros, o espaço aéreo do DF será dividido em três círculos, com centro na Praça dos Três Poderes e raios distintos:
- Raio de 7,4 km: será proibida a circulação de toda e qualquer aeronave que não faça parte do esquema de segurança
- Raio de 46,3 km:os aviões que entrarem no espaço aéreo precisam de autorização expressa da FAB – o perímetro inclui o Aeroporto Internacional de Brasília
- Raio de 129,6 km: os aviões não precisam de autorização, mas devem informar o plano de voo previsto para aquele dia.
Apesar do controle sobre a operação do Aeroporto JK, os responsáveis pelo tráfego aéreo comercial afirmam que não há previsão de impacto ou atrasos na circulação das aeronaves de carreira.
“Vão-se prover medidas de gerenciamento do fluxo para que, em momentos necessários, de pico de tráfego, possam ser feitas todas as atividades de segurança sem impacto para os passageiros”, afirma o diretor de operação do Cindacta de Brasília, tenente-coronel Anderson Jean.
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