
Amazonas – Está cada vez mais difícil dos simples mortais entenderem a natureza, que está cada vez apresentando muitas alterações. Quem mora ou conhece a Amazônia, sabe que estamos atravessando pleno período de enchente nos rios da região, mas na prática, não isso que se verifica. Ao invés das águas subirem, o que seria natural, estão baixando e o fato já prejudica o interior, com as cidades quase todas às margens dos rios e várias já estão com problemas de estiagem.

O rio Negro, que banha a capital amazonense, só para citar um exemplo, o nível as águas diminui 40 cm nos últimos 13 dias. De acordo com a régua instalada no Porto de Manaus, a cota chegou a 19,74 m nesta terça-feira (16). Alguns municípios da calha do Negro estão em situação de emergência por conta da estiagem.
Segundo dados coletados no Porto, o nível subiu apenas 1 cm no dia 2 de fevereiro, ficando estável no dia seguinte. Desde o dia 4 até esta terça-feira, o rio tem baixado entre 1 e 5 cm todos os dias.
Reflexos negativos
Os reflexos da estiagem também são percebidos em outros municípios da calha do Rio Negro. São Gabriel da Cachoeira, Santa Isabel do Rio Negro e Presidente Figueiredo decretaram situação de emergência por conta da seca, e Barcelos, por conta das queimadas.

A seca dos mananciais ocasionada pela falta de chuva ameaça isolar cidades e já compromete o abastecimento de água e alimentos. De acordo com a Defesa Civil do Estado do Amazonas, a mudança foi motivada pelo El Niño.
Com o baixo nível do Negro, o tráfego das embarcações fica prejudicado. Desta forma, alimentos, medicamentos, combustível e até mesmo água potável não têm como chegar até algumas comunidades.
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