UFAM e FIEAM tratam sobre educação

(Fonte: FIEAM)

Um modelo francês de relacionamento e parceria entre academia e mundo corporativo focado na formação de alunos, em nível de mestrado e doutorado, foi apresentado pela professora doutora Véronique Attias – Delattre da Université Paris-Est Marne-la-Vallé, durante a palestra “A Gestão Internacional do Trabalho Industrial Contemporâneo”, apresentada no I Workshop Gestão Internacional e Trabalho Contemporâneo, realizado pela Universidade Federal do Amazonas (UFAM), em parceria com a Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM).

De acordo com a pesquisadora, a academia francesa avançou muito no que se refere à parceria corporativa. Véronique contou que no seu país as próprias empresas financiam os estudos em nível de mestrado e doutorado, compartilhando com o Estado a responsabilidade da formação dos alunos. “Eles são recrutados com a finalidade de servir e responder um problema ou de interesse científico sobre a empresa”, disse.

A Profa Dra Marilene Corrêa da Silva Freitas, uma das organizadoras do evento, revela que ainda precisamos avançar muito.

A França é um exemplo, modelo para todos nós. Essa inciativa é um passo inicial para a construção de um projeto temático entre universidade e o mundo corporativo. “As empresas têm que saber como pautar para as exigências da formação universitária”, disse.

O vice-presidente da FIEAM, Nelson Azevedo, lembrou que a indústria já contribui com a manutenção da Universidade do Estado do Amazonas (UEA) e que no Sistema FIEAM, é consenso que as ações em favor da educação devem ser incentivadas e apoiadas pela Indústria, principalmente a educação voltada para o mundo do trabalho.

Para a reitora da UFAM, Márcia Perales, a relação forte que as universidades francesas têm com as empresas é fortíssima, sendo o maior aprendizado da experiência. “Não podemos nos ater aos diferentes perfis de organizações e pessoas que estão nessa discussão, pois independente disso existem objetivos específicos que se cruza, e o caminho está em identificar onde eles estão e firmar parcerias”, disse.

A reitora apresentou pesquisa sobre Expressões Contemporâneas no Mundo do Trabalho, onde mostrou resultados de pesquisa realizada no ano 2000 sobre trabalhadores com chão de fábrica de oito empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM). Márcia discutiu sobre como as mudanças no mundo do trabalho impactam na vida dos trabalhadores.

“A pesquisa, apesar de ser de 2000, ainda revela um cenário muito atual, onde os empregados do chão de fábrica sentem-se impotentes frente à crise vivida. Falam sobre insatisfação de remuneração, medo da perda do trabalho. Avaliam- se como um dos mais prejudicados em momentos de crise”, disse.

Nelson Azevedo afirmou que empresários, sociedade e poder público precisam se mobilizar para a construção de uma economia mais competitiva e justa. “E um dos principais insumos para a mudança está na educação, um campo em que há muito a ser feito, para melhorar”, pontuou Azevedo.

A inciativa foi do Grupo de Trabalho e Sociedade na Amazônia da UFAM, por meio dos programas de Pós Graduação Sociedade e Cultura na Amazônia (mestrado e doutorado) e Programa de Pós Graduação em Sociologia, com a parceria da FIEAM e da Université Paris-Est Marne-la-Vallée, Université de Lyon e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), com o fomento é da Fundação de Amparo a Pesquisa.

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