Semsa intensifica ações de Combate à Sífilis Congênita

(Reportagem: Eurivânia Galúcio)

Para marcar o Dia Nacional de Combate à Sífilis Congênita, 21 de outubro, a Secretaria Municipal de Saúde (Semsa) está intensificando as ações de combate à doença.

A programação está sendo coordenada pelo Núcleo de Doenças Sexualmente Transmissíveis/Aids e Hepatites Virais da Semsa, envolvendo 16 Unidades de Saúde, a Maternidade Moura Tapajóz e quatro escolas, duas na área urbana e duas na área rural.

O secretário municipal de Saúde, Evandro Melo, explica que o objetivo é promover a prevenção e a detecção precoce da doença através de ações como a intensificação da oferta de testagem rápida para sífilis para a população em geral, distribuição de material informativo e de preservativos masculinos e femininos. “As ações da campanha seguem até o dia 30 de outubro e a estimativa é que sejam realizados mais de 1.500 testes para detecção da sífilis, com distribuição de 15.000 preservativos masculinos e 2.500 preservativos femininos”, informa Melo.

A sífilis é uma doença infecciosa causada pela bactéria Treponema pallidum e pode ser transmitida de uma pessoa para outra durante o sexo sem camisinha com alguém infectado, por transfusão de sangue contaminado ou da mãe infectada para o bebê durante a gestação ou o parto (sífilis congênita). Todas as pessoas sexualmente ativas devem realizar o teste para diagnosticar a sífilis, principalmente as gestantes, pois a sífilis congênita pode causar aborto, má formação do feto e/ou morte ao nascer. O cuidado também deve ser especial durante o parto para evitar sequelas no bebê, como cegueira, surdez e deficiência mental.

Evandro Melo explica que a Prefeitura de Manaus iniciou este ano a implantação da oferta do teste rápido para o diagnóstico da sífilis nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs), principalmente para aplicação durante a consulta do pré-natal das mulheres grávidas. “É importante detectar de forma precoce a doença entre as mulheres grávidas para evitar a chamada transmissão vertical da sífilis da mãe para o bebê durante a gestação ou o parto”, destaca Evandro Melo.

Desde março, o teste rápido para a sífilis, que determina o diagnóstico em 15 minutos, já foi implantado em 27 Unidades de Saúde do município de Manaus, permitindo que o tratamento contra a doença possa ser iniciado o mais rápido possível.

Com isso, é possível fazer o diagnóstico no momento da primeira consulta do pré-natal, reduzindo as chances da criança apresentar sequelas ocasionadas pela doença. As demais Unidades de Saúde realizam o exame tradicional de sorologia, que determina o resultado em um período de 15 a 30 dias.

O trabalho de implantação do teste rápido para a sífilis continua a ser executado pela Prefeitura de Manaus, que pretende oferecer o serviço em pelos menos 59 Unidades Básicas de Saúde do município. Para isso, a Semsa, por meio de parceria com governo estadual e o Ministério da Saúde, promove treinamentos para profissionais como enfermeiros, psicólogos e assistentes sociais, que executam o teste e oferecem o aconselhamento pré e pós-diagnóstico.

Além das 27 UBSs que oferecem o serviço de teste rápido, a Maternidade Moura Tapajóz também disponibiliza o teste rápido antes do parto no caso da mulher não apresentar a confirmação da realização do exame para sífilis durante o pré-natal. Quando o teste resulta no diagnóstico confirmando a doença, a orientação é para que seja feita cesariana e não parto normal, reduzindo o risco de transmissão vertical e de sequelas para o bebê. “O uso do preservativo em todas as relações sexuais e o acompanhamento durante a gravidez são as estratégias mais simples e confiáveis de prevenção contra a sífilis”, alerta Evandro Melo.

Casos

A Rede Municipal de Saúde registrou, de janeiro a setembro de 2013, 182 casos notificados em adultos, 196 casos de sífilis em gestante e 90 casos de sífilis congênita.

Sinais e sintomas – Os primeiros sintomas da doença são pequenas feridas nos órgãos sexuais e caroços nas virilhas (ínguas), que surgem entre a 7 e 20 dias após o sexo desprotegido com alguém infectado. A ferida e as ínguas não doem, não coçam, não ardem e não apresentam pus. Mesmo sem tratamento, essas feridas podem desaparecer sem deixar cicatriz. Mas a pessoa continua doente e a doença se desenvolve. Ao alcançar um certo estágio, podem surgir manchas em várias partes do corpo (inclusive mãos e pés) e queda dos cabelos.

Após algum tempo, que varia de pessoa para pessoa, as manchas também desaparecem, dando a ideia de melhora. A doença pode ficar estacionada por meses ou anos, até o momento em que surgem complicações graves como cegueira, paralisia, doença cerebral e problemas cardíacos, podendo, inclusive, levar à morte.

Quando não há evidencia de sinais e ou sintomas, é necessário fazer um teste laboratorial. Mas, como o exame busca por anticorpos contra a bactéria, só pode ser feito trinta dias após o contágio.

Recomenda-se procurar um profissional de saúde, pois só ele pode fazer o diagnóstico correto e indicar o tratamento mais adequado, dependendo de cada estágio. É importante seguir as orientações médicas para curar a doença.

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