Proprietária confessa que o loteamento é irregular

Boca do Acre – Um novo loteamento está sendo aberto em Boca do Acre e, como de praxe, sem respeitar principalmente o código de postura do município. A área destinada ao novo conjunto de lotes que serão comercializados está dentro de um pântano e não oferece as mínimas condições para habitação.

O terreno faz fronteira com o Centro da Cidade e o bairro Praia do Gado. O novo loteamento fica atrás da rodoviária e se apresenta como mais uma bomba-relógio em razão de não oferecer qualquer tipo de infraestrutura para que as pessoas que vão adquirir os terrenos, construam as casas e tenham rede de esgoto, água, iluminação pública, além de outros serviços básicos que um loteamento precisa ter.

Segundo informações, a maioria dos terrenos já foram comercializados. Em alguns pontos, já é possível ver casas sendo erguidas. Problemas como a presença de usuários de droga já podem ser constatados. Esses indivíduos são atraídos pela escuridão e pelo pouco movimento de pessoas, principalmente durante a noite.

Para a dona de casa Raimunda Alves da Fonseca, de 36 anos, o local não oferece segurança. Raimunda diz que foi obrigada a levar a filha para morar com a amiga, para que ela pudesse dar continuidade nos estudos. A adolescente frequenta a escola no período noturno e a dona de casa temia que a jovem pudesse ser vítima do ataque de algum marginal, uma vez que o caminho até a sua casa é propício a ação de criminosos.

O Plano Diretor do Município é bem claro ao dizer que a responsabilidade dos donos de loteamentos é oferecer serviços básicos de infraestrutura, como ruas adequadas, reservar área para construção de praça e escola, além de oferecer rede de energia elétrica e de água.

Sem permissão

A proprietária do loteamento, ‘Eliza do Tinô’, reconheceu que não possui permissão da prefeitura para a realização do empreendimento. Eliza afirmou não ter o projeto do loteamento e colocou a culpa da irregularidade no que ela classificou como situação de abandono de Boca do Acre.

Para a ‘empreendedora’, o custo em proporcionar os serviços acima elencados encareceriam os terrenos e a população não teria como pagar por um lote que custasse em torno de R$ 30 mil.

Ainda segundo Eliza, o loteamento iniciou com invasões e para não remover as famílias já instaladas, ela resolveu lotear a área.

Assessoria de Comunicação da Prefeitura disse que o Secretário de Obras já está tomando medidas a respeito do caso. Tentamos contato com o secretário Ediglei Melo para saber quais as medidas, mas o telefone estava desligado.

Ministério Público

A situação do local não agradou o vereador Adautivo da Silva, que se mostrou indignado e disse que vai tomar as providências para que mais uma favela não seja fundada em Boca do Acre.

“O que a proprietária do terreno está fazendo é mais um exemplo de crime que é cometido contra a Boca do Acre. Com o desmoronamento do barranco, a tendência é que naquele espaço seja o futuro centro comercial do município. Porém, o poder público assiste passivamente a construção de mais uma ‘favela’. No entanto, estarei impetrando uma ação no Ministério Público contra aquele loteamento. Temos que planejar a Boca do Acre para o futuro”, declarou o vereador.(Portal do Purus)

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