Produtos Florestais da Amazônia ganham impulso com investimentos da FUCAPI

(Reportagem: Cristiane Barbosa)

A sustentabilidade da Amazônia e a utilização dos recursos da floresta são realidades que estão alinhadas à visão institucional da Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação (FUCAPI). Nesse sentido, a fundação inaugurou nesta sexta-feira (30/08) o Laboratório de Produtos Florestais, considerado um dos mais modernos e inovadores do País, em relação à infraestrutura e equipamentos.

Com 1,700 metros quadrados, o complexo detém um espaço de produção e desenvolvimento de produtos feitos por meio de insumos florestais da região, tais como resíduos de madeiras, ouriços de castanha, troncos, sementes, fibras, dentre outros, que são fornecidos por comunidades de municípios como Maués, Novo Airão, Itacoatiara e Paricatuba. O laboratório permitirá o aumento na produção de itens em madeira como também a oportunidade de transmitir o conhecimento adquirido aos parceiros do projeto.

Segundo a diretora-presidente da FUCAPI, Isa Assef, o projeto é capaz de gerar renda às comunidades caboclas e ribeirinhas, proporcionando a expansão de fronteiras e o compartilhamento de experiências.

“Este projeto é uma demonstração das possibilidades econômicas da região e da capacidade criativa de homens e mulheres que a habitam e em especial no interior do nosso Estado, expresso através das peças produzidas a partir de resíduos florestais, restos de madeira, sementes e fibras naturais. Com ele é possível mostrar a beleza da biodiversidade amazônica, usando materiais antes não aproveitados”, afirmou Assef.

O líder do Núcleo de Design Tropical e engenheiro florestal, Rovervando Gonçalves, informou que o laboratório é um espaço adaptável para se trabalhar com madeira e uma gestão à vista, onde vai triplicar a produção, a tendência é você ter uma área, um espaço para aumentar a sua demanda.

“Nosso produto tem um grande diferencial que é a inovação. Hoje, temos uma parte dos produtos que é exportada para a Europa, sendo comercializada pela nossa representante, a empresa Native. Um outro local de exportação dos produtos é a Califórnia, na América do Norte”, informou Gonçalves.

Referência

A diretora-presidente da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Maria Olívia Simão, disse que a FUCAPI é considerada referência em agregar valor a produtos regionais com o olhar voltado para aspectos sociais. “A FUCAPI já tem um forte trabalho de aliança com o setor produtivo e este espaço é voltado para negócios inovadores, o que impulsionará o processo de novos produtos e serviços para a Amazônia”, destacou.

Na visão do presidente do Conselho Superior do Centro da Indústria do Estado do Amazonas (Cieam) e diretor da Technos da Amazônia, Maurício Loureiro, o laboratório pode ser considerado uma área de produção única no País, sendo de estilo europeu.

“Os produtos que serão produzidos aqui, com a colaboração das comunidades do interior, serão levados para o mundo. Há um grande diferencial nesse espaço, pois ele vai se provar pelo que vai se colocar em volumes maiores no mercado. Além da sustentabilidade, esse prédio permite uma maior competitividade para o mercado nacional e internacional”, afirmou.

O conselheiro da FUCAPI e empresário Moysés Israel, destacou, na ocasião do lançamento, afirmou que este dia é um marco para todo o Conselho Diretor da fundação. “A FUCAPI cresce transferindo conhecimento no Amazonas e isso pode ser visto em cada peça produzida pelo laboratório. Cada peça tem um pouco de cérebro e muita técnica. Não é apenas transformar resíduos em produtos, mas tudo é fruto de muito estudo e conhecimento”, afirmou.

Troca de conhecimentos

Trabalhando há 10 anos no Núcleo de Design Tropical da FUCAPI, o marceneiro Istênio Pereira, trouxe de sua terra natal Novo Airão muito conhecimento sobre o uso sustentável da madeira e também obteve muito aprendizado na fundação. Em setembro, se despede da FUCAPI para desenvolver seu próprio negócio com a família em Novo Airão, onde continuará a fornecer insumos para o novo laboratório.

“Esse espaço permitirá uma produção grande de peças e proporcionará novas oportunidades de trabalho e renda para nosso Estado”, afirmou.

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