Para a Seind a educação indígena no Amazonas ainda é lenta

Manaus – Entre lideranças indígenas, especialistas em educação e antropólogos, a educação indígena é tema de debates frequentes. Regulamentada a partir a Constituição de 1988, um sistema diferenciado é garantido no Plano Nacional de Educação, aprovado pela Lei 10.172 de 2011.

As diretrizes estabelecem medidas para manter valores culturais, artísticos e étnicos.

No Amazonas, Estado com 183 mil indígenas, segundo o Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a educação indígena está em “processo lento” para se atingir a real necessidade do Estado, segundo o titular da da Secretaria de Estado para os Povos Indígenas do Amazonas (Seind), Bonifácio José Baniwa.

Apesar do longo caminho a ser percorrido, Baniwa avalia que as conquistas da educação indígena nos últimos 10 anos foram avanços significativos. “Ainda é pouco, mas é um avanço muito grande”, constatou.

De acordo com o secretário, o Amazonas tem 31 escolas de ensino médio e anexos em terras indígenas que atendem cerca de 2,8 mil alunos.

Baniwa apontou ainda a conquista no ensino superior. Através das cotas, aproximadamente mil alunos estudam nos 46 cursos oferecidos aos indígenas na Universidade do Estado do Amazonas.

A real necessidade das comunidades indígenas do Amazonas levam o secretário adjunto da Seind, José Mário Mura, a apostar na educação como a nova bandeira do movimento indígena. “Antes lutávamos pela demarcação territorial. Hoje acredito que a educação deve se tornar o objetivo das novas lutas dos indígenas”.

A grande barreira, para Mura, é a aplicação de investimento financeiro. “O investimento existe, mas não é aplicado. Quanto o município não oferece a educação diferenciada, o indígena é “empurrado” para outras cidades, desestruturando sua comunidade”, revelou.

Entre as preocupações do secretário adjunto, que é professor indígena, está a falta de capacitação dos indígenas para evitar problemas sociais como alcoolismo, uso de drogas e prostituição. “É importante levar informática e cursos técnicos, como manutenção de motores e enfermagem” priorizou. (Agecom)

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