Linhão do Tucuruí tem licença do Ibama para operar

Brasília – O presidente do Ibama, Volney Zanardi Júnior, assinou esta semana as Licenças de Operação nº 1.161 e 1.162/2013, referentes às linhas de transmissão de energia 500 kV Tucuruí-Xingu-Jurupari, com 506 quilômetros de extensão, e a linha Jurupari-Oriximiná, de 345 quilômetros. As três linhas de transmissão que formam a Interligação Tucuruí – Macapá – Manaus interceptam 29 municípios nos estados do Pará, Amapá e Amazonas, numa extensão aproximada de 1829 km.

A entrada em operação da linha de transmissão permite a interligação das capitais Manaus e Macapá ao Sistema Interligado Nacional, garantindo o suprimento de energia com segurança, confiabilidade e redução de custos à região Norte do país.

Por ser a primeira grande linha de transmissão instalada na Amazônia, o projeto enfrentou dificuldades de engenharia para sua instalação e para redução de impactos ambientais. A implantação se deu em áreas com baixa ocupação humana, caracterizada por grandes extensões de floresta natural preservada, com proximidade de terras indígenas e unidades de conservação.

A ausência de infraestrutura logística e de serviços exigiu a abertura de estradas de serviço em áreas de difícil acesso. O projeto ainda exigiu a travessia dos rios Amazonas e Trombetas e o lançamento de torres em áreas alagadas. Por seu ineditismo, o projeto exigiu aspectos construtivos diferenciados, como, por exemplo, o alteamento de torres para reduzir-se a supressão de vegetação na faixa de servidão.

O Ibama antecipou-se em relação aos prazos estabelecidos pela Resolução Conama 237/97 (01 ano para emissão da licença prévia e 06 meses para emissão da licença de instalação). As licenças de instalação foram emitidas em menos de 60 dias. Ainda assim, as obras não foram concluídas no tempo de 36 meses previsto no Edital da ANEEL. Em vistoria realizada em janeiro do presente ano, o Ibama constatou que as obras não haviam sido concluídas. Somente após a conclusão das obras e o atendimento das exigências ambientais, a operação comercial foi autorizada.

O acompanhamento sistemático das obras pelo Ibama foi fundamental para propiciar a gestão ágil e adequada das obras, favorecendo a correção das inadequações ambientais encontradas. No total, foram realizadas 16 vistorias técnicas e 64 documentos técnicos. O monitoramento da operação dessas linhas continuará de forma criteriosa e frequente. O núcleo de licenciamento ambiental do Ibama no Amapá é o responsável técnico pela condução das análises dos estudos ambientais.

Ascom/Ibama
Fotos: Ana Blanc 

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