Índios Sateré-Maué casam em cerimônia coletiva em Parintins

(Reportagem: Sandra Bezerra – CGJ/AM)

Sete casais indígenas da etnia sateré-maué tiveram a união oficializada pelo titular do 1º Juizado Especial da Comarca de Parintins, juiz de direito Aldrin Henrique de Castro Rodrigues.

O magistrado realizou o ato em língua tupi-guarani. “A presença do Judiciário numa comunidade indígena representa o respeito aos costumes e à história desse povo aguerrido. Um casamento realizado nos moldes da legislação civil não significa a ruptura de uma cultura antiga, significa sim, a perpetuação do amor, a união de povos, a busca pela felicidade já reconhecida pelo Supremo Tribunal Federal independente de cor, raça ou crença religiosa”, explica o magistrado.

O casamento aconteceu no último sábado (24), na comunidade indígena Nova Alegria, localizada a 100 quilômetros de Parintins, no interior do Amazonas. O prefeito do município, Alexandre da Carbrás, participou do casamento coletivo.

2012

No ano passado, durante a Semana Nacional de Conciliação, em novembro, o juiz formalizou a relação de 11 casais indígenas. Ele pretende realizar novos casamentos em outras comunidades indígenas, porém, é preciso fazer um planejamento logístico.

“Sair do ambiente forense e atravessar os rios do Amazonas já é um grande desafio para os juízes deste Estado, e ter a oportunidade de trocar experiências com o povo indígena, que guarda os segredos da floresta, é uma honra sem precedentes”, comentou.

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