Fundação Adriano Jorge avança nos preparativos para implantação do programa de transplantes de fígado

(Foto: Divulgação)

A Fundação Hospital Adriano Jorge (FHAJ) está cumprindo esta semana mais uma etapa de preparativos para a implantação do Programa de Transplantes de Fígado na unidade.

Sob a tutoria do Grupo Hepato, de São Paulo, as equipes do hospital participam de um novo ciclo de capacitação, para checagem e revisão de protocolos de atendimento.

De acordo com o secretário estadual de Saúde, Wilson Alecrim, o cronograma para implantação do programa já está com 80% das atividades executadas, com destaque para a capacitação de recursos humanos, que está praticamente concluída. Ele frisa que todo o processo está sendo conduzido de maneira a formatar um programa com absoluta segurança para os pacientes.

“A determinação do governador Omar Aziz é que o serviço de transplantes de fígado a ser oferecido pela Fundação Adriano Jorge, de forma pioneira na rede pública de saúde do Amazonas, esteja no mesmo patamar dos grandes centros de excelência que já funcionam em outros Estados e para onde, hoje, os pacientes que precisam de um transplante desse tipo precisam ser encaminhados”, afirmou o secretário.

Atualmente, 139 pacientes que fazem acompanhamento nesta especialidade estão inscritos no programa de Tratamento Fora de Domicílio (TFD), da Secretaria de Estado de Saúde (Susam).

Desde abril deste ano, o Grupo Hepato vem realizando o trabalho de tutoria para preparar as equipes e a infraestrutura da Fundação Hospital Adriano Jorge para o início do programa de transplantes. A equipe da instituição paulista, liderada pelo cirurgião hepatologista Tércio Genzini, está completando a sexta visita a Manaus, para treinamento e reuniões de avaliação com os profissionais da FHAJ. Segundo ele, o programa já estruturado para atender entre 80% e 90% das necessidades do pré e pós-operatório num transplante de fígado.

“Continuamos trabalhando para fazer os ajustes em relação ao nível de eficiência do que já está implantado e para avançar na estruturação. Tudo feito com muita segurança, porque o programa não é uma aventura e queremos que ele tenha o mesmo nível de sucesso obtido em trabalhos que realizamos em outros centros”, detalha Tércio Genzini.

O diretor-presidente da FHAJ, Raymison Monteiro de Souza, explica que, paralelamente ao treinamento das equipes e definição de protocolos de atendimento, estão sendo providenciadas, pelo Governo do Estado, as aquisições de equipamentos que são necessários para a implantação do programa. “Além disso, já estamos também trabalhando no acompanhamento ambulatorial de pacientes que reúnem as características para participar da implantação do serviço de transplantes”.

Segundo o diretor técnico da FHAJ, Ítalo Cortez, em breve, o hospital deverá receber a visita de vistoria do Ministério da Saúde para o credenciamento da unidade e da equipe médica como transplantadores.

Outros serviços – O Estado do Amazonas já realiza transplantes de rim e córnea a partir de doador falecido e de rim, inter vivos. A realização de transplantes de rins entre doadores vivos teve início em 2002 e, até o último mês de outubro, somava 232 procedimentos. O transplante de rim a partir de doador falecido começou em julho de 2011 e 72 procedimentos desse tipo já haviam sido realizados até o mês passado. Em outubro, o Estado também atingiu a marca de 1.000 transplantes de córnea.

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