Fronteiras de Roraima estão sendo vigiadas pela ação de 930 militares

Boa Vista – Considerada uma das maiores operações militares do país, a Operação Ágata foi deflagrada neste sábado, 18, e conta com 930 militares e outros 227 civis de Roraima, que somam às mais de 25 mil pessoas empregadas na operação em toda a faixa de fronteira do Brasil.

O foco das atividades da 1ª Brigada de Infantaria de Selva é o combate a crimes como narcotráfico, contrabando e descaminho, tráfico de armas e munições, crimes ambientais, contrabando de veículos, imigração ilegal, problemas indígenas e garimpo. A previsão é que as ações se estendam até o dia 5 de julho.

A faixa de fronteira roraimense tem 1.922 quilômetros de extensão. As atividades serão concentradas na Terra Indígena Yanomami, onde o enfoque maior será dado ao garimpo ilegal, em Uiramutã e na entrada da BR-174, em Pacaraima, onde lideram os ilícitos de descaminho e contrabando, além do tráfico de entorpecentes.

Os municípios de Normandia e Bonfim também são prioritários e contarão com equipes que atuarão no contrabando, descaminho e também em possíveis casos de tráfico de pessoas. Nestes locais a atenção é especial, pois a fronteira é pouco vegetada e possui poucos obstáculos para ingresso no País. Já na região sudeste do Estado, o enfoque maior será dado à extração ilegal de madeira.

O comandante da 1ª Brigada de Infantaria de Selva, general José Luiz Jaborandy, explicou que serão instalados pontos de controle nas principais vias de acesso ao Estado. “Além disso, nossas prioridades serão os pontos identificados pelas ações de inteligência como os que mais precisam de intervenção”, enfatizou.

ÁGATA – A operação Ágata 7 envolve 25 mil militares distribuídos nos 16.886 km de fronteira que o Brasil compartilha com nove países sul-americanos, além da Guiana Francesa. Também participam agentes da Polícia Federal, de ministérios e de cerca de vinte agências governamentais.

A pouco menos de um mês do início da Copa das Confederações, considerada como evento-teste para o Mundial do ano que vem, as ações também serão voltadas para impermeabilizar o país neste período. A competição de futebol que será realizada em seis cidades-sede entre 15 e 30 de junho.

ACISO – Além do combate aos ilícitos, a Ágata contempla também ações cívico-sociais que levam assistência médica às diversas comunidades carentes. De acordo com o balanço integrado, as seis edições resultaram em mais de 56 mil procedimentos entre atendimentos médicos, odontológico, imunizações e distribuição de medicamentos. Somente ontem, as chamadas Acisos passaram por comunidades nos municípios de Pacaraima, Bonfim, Cantá.

Esta é a segunda edição em Roraima

A primeira vez que a Operação Ágata foi realizada na Amazônia foi em sua quarta edição. Além da apreensão de drogas e interdição de garimpos ilegais, a 1ª Brigada de Infantaria de Selva, por meio do 6° Batalhão de Engenharia de Construção (6° BEC), destruiu uma pista de pouso clandestina de apoio ao garimpo.

As outras seis edições da operação foram realizadas no intervalo de pouco menos de dois anos em uma faixa de fronteira que compreende 27% do território nacional onde estão 710 municípios, sendo 122 cidades limítrofes e 588 não limítrofes.

A operação Ágata 5 foi realizada no ano passado, somente na região Sul do país. Já na Ágata 6, as ações foram concentradas em uma faixa de 4.200 quilômetros, na fronteira entre os estados do Acre e Mato grosso do Sul.

A Ágata integra o Plano Estratégico de Fronteiras (PEF) sob a coordenação do Ministério da Defesa e comando do Estado-Maior Conjunto das Forças Armadas (EMCFA). A execução cabe à Marinha, ao Exército e à Força Aérea Brasileira (FAB).

Texto: YANA LIMA – Folha BV 

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