Exposição Ticuna “Em dois tempos” no Museu Amazônico

Manaus – A cultura Ticuna é tema da exposição ‘Ticuna em Dois Tempos’. A abertura aconteceu nesta segunda-feira (8), às 19h, no Museu Amazônico.

Mostra traz dois olhares distintos, porém complementares sobre o povo que vive no Alto Rio Solimões, Colômbia e Peru.

De um lado, o olhar do historiador e antropólogo catarinense Sílvio Coelho dos Santos, que reuniu sua coleção quando participou da expedição à Amazônia do Curso de Especialização em Antropologia do Museu Nacional, na década de 1960.

De outro, o olhar estético do artista plástico Jair Jacmont, que formou sua coleção na década de 1970, adquirindo os objetos dos próprios índios, na cidade de Manaus.

O artista plástico amazonense que se inspira nos Ticuna para produzir arte, Jair Jacmont, começou a colecionar as peças de arte indígena que as elites da região consideravam “panema” (azar) dentro de casa. Influenciado pelo movimento cubista na arte, Jacqmont passou a observar tridimensionalidade, textura, cores, formas e conceitos das peças indígenas, como Picasso fez com máscaras e estátuas dos povos africanos.

Em Manaus, passou a comprar, no Mercado Municipal Adolpho Lisboa, peças que os vendedores consideravam “artesanatos”, valorizando-as como genuínas obras de arte, sobretudo pela sua tridimensionalidade.

Assim reuniu 135 artefatos, entre esculturas antropomorfas e bastões de ritmo e de comando usados para danças e rituais, além de uma considerável quantidade de máscaras esculpidas em madeira.

O acervo sob a guarda do Museu Amazônico da Universidade Federal da Amazônia desde 1994, esteve em exposição no Mdurante o ano de 2012.

A exposição é resultado final da colaboração entre o Museu Amazônico, da Universidade Federal do Amazonas (UFAM), e o Museu de Arqueologia e Etnologia Professor Oswaldo Rodrigues Cabral (MArquE), da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC).

Exposição

A visitação ocorre entre 11 de abril a 31 de outubro, de segunda a sexta-feira, das 9h às 17 horas. O Museu Amazônico está localizado na Rua Ramos Ferreira, 1036, Centro.

Estão previstas ainda mesas-redondas, palestras, oficinas de vídeo e curso de extensão de língua ticuna que serão divulgadas no decorrer do semestre.

Fonte: Ufam

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