Comissão de Educação da CMM garante apoio a Conselho de Educação Indígena

Amazonianarede – Assessoria

Manaus – A Comissão de Educação da Câmara Municipal de Manaus quer trabalhar em parceria com o Conselho Estadual de Educação Indígena para assegurar a implementação de políticas públicas para o setor. A proposta foi apresentada hoje (quinta-feira, 14) pela presidente da COMED, vereadora Professora Therezinha Ruiz (DEM) na abertura da primeira reunião do Conselho Estadual de Educação Escolar Indígena, que acontece até esta sexta-feira, no auditório do Centro de Educação em Tempo Integral Gilberto Mestrinho, em Educandos.

“Precisamos utilizar todos os mecanismos legais que pudermos dispor para garantir a manutenção da cultura e tradição das populações indígenas do Amazonas, tanto no interior como na capital. Na Comissão de Educação podemos elaborar projetos, com o acompanhamento do Conselho, que poderá apontar as necessidades das comunidades”, defendeu a vereadora.

A presidente da COMED explicou que em Manaus há uma grande variedade de grupos étnicos com histórias, saberes, culturas e línguas próprios. Segundo ela, é preciso desenvolver políticas que preservem esses conhecimentos tradicionais, filosofias e ciências específicas da diversidade étnica foram construídos ao longo do tempo. Therezinha Ruiz lembrou, ainda, que em 2004, quando exercia o cargo de secretária municipal de Educação, foi a responsável pela criação do Núcleo de Educação Escolar Indígena no município. “Na época, existia uma política nacional específica para a educação indígena. Mas precisávamos de ações que contemplassem, também, a demanda das comunidades indígenas que vivem em Manaus, por isso a criação do Núcleo, que hoje tem status de Gerência”, justificou Therezinha.

Em 2007, pela primeira vez, a Semed realizou o processo seletivo visando à contratação de 12 professores para atuarem com alunos das comunidades indígenas. Um dos pré-requisitos para ser professor indígena é ter domínio da língua portuguesa e de sua língua materna, e, outro fator é ter o mínimo de conhecimento acerca do currículo nacional.

Há dois anos, a Semed tinha 826 alunos das etnias Tikuna, Kokama e Sateré matriculados na rede. Os alunos estudam desde a educação infantil, ensino fundamental até o EJA. Os conteúdos são ministrados por professores de sua própria etnia sendo empregado o ensino da língua portuguesa e sua língua mãe, esta última sendo prioridade.

Texto: Sandra Monteiro – Assessora de Imprensa
Foto: Sandra Monteiro

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