Aumenta em 120% o número de escolas públicas de tempo integral em funcionamento

Manaus – O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta semana as estatísticas do atual cenário do ensino no Brasil através do Censo Escolar da Educação Básica de 2013.

Um dos destaques no censo foi o aumento em 139% no número de matrículas em educação integral no ensino fundamental. Hoje, no Brasil, cerca de 3,1 milhões de estudantes estão matriculados nesta modalidade.

O Amazonas contribuiu com o aumento do índice nacional a partir da iniciativa do Governo do Estado em ampliar a rede de escolas públicas estaduais de tempo integral, mais do que dobrando no espaço de dois anos – de 20 para 44, ou seja, em cerca de 110% – o número de escola a atender gratuitamente a comunidade com esta modalidade de ensino. No período correspondente (dois anos) o percentual de alunos matriculados foi ampliado em mais de 125% saltando de oito (em 2010) para 19 mil (em 2014) nas escolas do Estado.

“O Amazonas está se consolidando como pioneiro na expansão desta modalidade e hoje já conta com 44 escolas públicas estaduais de integral. Registrando mais de 19 mil alunos matriculados no ensino integral somos, percentualmente, um dos Estados com o maior índice de alunos beneficiados”, ressaltou o secretário de Estado de Educação, Rossieli Soares da Silva.

O modelo exemplar foi ganhando mais estruturas ao longo dos último quatro anos com uma crescente demanda de alunos atendidos. Em 2010, a rede pública estadual do Amazonas contava com 20 unidades de ensino e beneficiando, na época, 8.340 alunos. Em 2012, o Amazonas passou a contar com 24 escolas e suprindo municípios do interior, hoje (2014) conta com 43 instituições em plena atividade.

Projeção – Com um investimento de aproximadamente R$ 90 milhões o Governo do Amazonas vem empregando em suas ações estratégicas, a construção de novas unidades escolares que dotará o Estado com mais 21 Centros de Educação de Tempo Integral (Cetis) novos projetados para o interior, 12 em construção cujas obras estão em estágio avançado e mais nove em processo licitatório, além de adaptações, reformas e ampliações de escolas para o modelo de tempo integral.

As localidades beneficiadas incluem os municípios de Alvarães, Amaturá, Anamã, Atalaia do Norte, Barcelos, Barreirinha, Beruri, Caapiranga, Envira, Fonte Boa, Iranduba, Itacoatiara, Itamarati, Itapiranga, Jutaí, Manaus, Maraã, Nhamundá, Novo Aripuanã, Pauini, Rio Preto da Eva, Santa Izabel do Rio Negro, Santo Antônio do Içá, São Gabriel da Cachoeira, Tonantins, Uarini e Urucurituba.

Resultados – Com mais tempo de exposição do aluno em sala de aula, a estrutura do tempo integral nas escolas garante ótimos indicadores. Em Novo Airão (a 115 quilômetros de Manaus), a rede estadual é composta por três escolas, todas de tempo integral, atendendo cerca de 1.600 alunos na cidade.

Em 2013 no município, a escola estadual Balbina Mestrinho foi a escola mais bem avaliada regionalmente pelo Sistema de Avaliação do Desempenho Educacional do Amazonas (Sadeam), alcançando média ‘6,6’ nos anos finais (6º ao 9º) do ensino fundamental.

Segundo o coordenador da Seduc em Novo Airão, Valentim Hortha, as escolas oferecem em nível de igualdade o padrão de ensino em tempo integral. “Aqui os alunos desenvolvem diversas atividades, além de espaço igualitário de ensino, como a exemplo, na escola estadual Danilo Areosa que temos 600, alunos sendo 300 em tempo integral e mais 300 alunos do programa ensino mediado por tecnologias”, explicou.

Novo padrão estético – Pensado no bem-estar e conforto dos alunos e professores, o Governo do Amazonas deu início a um novo padrão arquitetônico para as escolas em construção e todas que estão no cronograma de reformas do pacote de obras.

No último dia 5 de fevereiro, o governador Omar Aziz inaugurou no município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus) o Ceti Professora Maria Izabel Desterro e Silva cuja estrutura tem um novo conceito estético com capacidade para atendimento diário de mil estudantes.

O novo padrão traz em sua engenharia aproveitamento da iluminação e ventilação natural, laboratórios de ciências inteiramente modernos para aulas de Biologia e Física, laboratório de informática, além de salas para atividades de dança e de música (com aplicação de revestimento térmico e acústico nas salas), refeitório multifuncional, auditório, campo de futebol, quadra poliesportiva e piscina.

O mesmo conceito está sendo replicado para as escolas convencionais, como a Escola Estadual Eldah Bitton Telles da Rocha, no bairro Compensa (zona oeste de Manaus) que, mesmo não atendendo em tempo integral, passou a ser referência após sua modernização. Segundo a gestora da escola, Ione Marília Bezerra, com a reforma a escola passou a contar com uma estrutura diferenciada.

Investimentos do BID – Em dezembro do ano passado, o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) anunciou investimento de 273 milhões de dólares graças ao empenho do Governo do Amazonas e mediação da Seduc na captação financeira. Além de novas construções, o investimento prevê a ampliação do programa Ensino Mediado por Tecnologias/Centro de Mídias que levará a educação básica para três mil comunidades rurais do Amazonas ofertando 33 mil novas vagas.

O recurso também possibilitará a expansão do programa “Reforço Escolar” que hoje atende a dois mil estudantes com dificuldades de aprendizagem e que passará a atender 80 mil alunos ainda neste ano.

Além da política de ampliação e modernização na rede ensino pública, o Governo do Amazonas tem dado total ênfase na valorização do professor com o Plano de Cargos, Carreira e Remuneração – PCCR, com o reajuste dos salários e capacitação dos docentes e todos os servidores da educação.

Foto – Divulgação

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